Promessas em encontro sobre pesca

07/07/2009

Promessas em encontro sobre pesca

 

Com promessas de que recursos serão destinados à aquisição de equipamentos mais modernos para a prática da pesca artesanal, o governador Jaques Wagner, encerrou a solenidade de abertura do 15º Encontro dos Pescadores na Bahia e 2º Seminário Nacional de Pesca Artesanal, às 21 horas de ontem.

“Vocês precisam se qualificar e se equipar porque senão pescadores de outros países e até de outros estados podem vir pescar em nossa plataforma continental. Inclusive, com o dinheiro do fundo de combate à pobreza, será possível ter melhores embarcações”, discursou o governador. Cerca de 2 mil pessoas, entre pescadores, aquicultores, empresários e autoridades do setor estiveram presentes na abertura.

Ao todo, 62 das 80 colônias de pescadores da Bahia estiveram representadas. Convidado do evento, o ministro da pesca e aquicultura, Altemir Gregolin, fez questão de ressaltar “a importância econômica e social” da atividade pesqueira, em meio a mais anúncios de melhorias para o setor. “Quatro projetos de embarcações pesqueiras mais modernas já estão aí ‘na boca’. Também iremos instalar terminais pesqueiros em Salvador e Ilhéus, dez fábricas de gelo, três centros integrados de pesca artesanal e queremos que as casas dos pescadores também sejam financiadas pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida”, entusiasmouse o ministro. Na plateia, aplausos aos discursos, mas também desconfiança.

“A gente tem dois obstáculos: a natureza, quando não nos favorece, e a má-vontade dos homens do poder. O pescador sempre teve fama de boêmio, cachaceiro e mentiroso. Mas sempre trabalhou duro. Espero que essas melhorias sejam conquistadas, não apenas na próxima geração”, cobrou Leonardo Barbosa, presidente da Colônia Z10, de Cacha Pregos, Vera Cruz. De acordo com o ministro, 60% do pescado nacional são produzidos por prática artesanal, que, contou ele, gera 3 milhões de empregos no País.