Commodities Agrícolas

08/07/2009

Commodities Agrícolas

 


Exportações maiores

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, atingindo o menor patamar dos últimos dois meses, na bolsa de Nova York, com especulações de que as exportações brasileiras para 2009/10 serão maiores do que as projeções anteriores, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos do café arábica para setembro fecharam a US$ 1,1670 a libra-peso, com recuo de 140 pontos. Em Londres, os contratos do tipo robusta para setembro encerraram a US$ 1.352 a tonelada, com alta de US$ 7. "A colheita do Brasil [de baixa produtividade nesta safra] será maior que a estimada pelo mercado", afirmou James Cordier, da OptionSellers.com, com sede na Flórida. No mercado interno, a saca de café de boa qualidade está cotado a R$ 250, segundo o Escritório Carvalhaes.

Influência externa

Os preços do cacau no mercado futuro recuaram ontem em Nova York, a quinta baixa consecutiva na cotação da commodity. As baixas nas bolsas de valores tiveram influência para o fraco desempenho, em um renovado temor de que a crise financeira global limite a demanda por commodities agrícolas. Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro recuaram US$ 6 em Nova York, para US$ 2.468 por tonelada. Em Londres, em contrapartida, os papéis com vencimento em setembro fecharam em alta de 4 libras esterlinas, a 1.609 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba de cacau foi negociada, na média, por R$ 80,30, abaixo da média de R$ 80,66 apurada no dia anterior, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).

Cobertura de posições

A continuidade de um vigoroso movimento de cobertura de posições garantiu a segunda valorização expressiva do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, com o novo salto as cotações atingiram o maior patamar em quatro semanas. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a 87 centavos de dólar por libra-peso, alta de 75 pontos, enquanto os papéis para entrega em setembro subiram 215 pontos e alcançaram 88,40 centavos de dólar. O volume de negócios, contudo, mais uma vez foi considerado pequeno. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 3,74, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. Os custos operacionais de produção superam R$ 10.

Vendas especulativas

Em terreno que uniu fraqueza generalizada das commodities agrícolas e um dólar mais valorizado, o preço do algodão acompanhou a tendência do dia e também fechou em baixa. As vendas especulativas de contratos da fibra dominaram os negócios ontem. Em Nova York, os papéis com vencimento em outubro recuaram 60 pontos, para 57,70 centavos de dólar por libra-peso. As liquidações especulativas marcaram os negócios com boa parte das commodities agrícolas, já que os investidores não estariam vendo razões para apostar mais na melhora da economia, segundo analistas. No mercado interno, o algodão foi negociado por R$ 1,1896 por libra-peso, uma alta de 0,2%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.