Commodities Agrícolas

09/07/2009

Commodities Agrícolas


Risco de quebra

As baixas chuvas nas regiões produtoras de cana da Índia poderão comprometer a produção de açúcar daquele país, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O clima de estiagem sobre a Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, deu suporte ontem aos preços futuros da commodity na bolsa americana. Em Nova York, os contratos para janeiro encerraram a 17,73 centavos de dólar por libra-peso, aumento de 25 pontos. Em Londres, os contratos para outubro fecharam a US$ 452,30 a tonelada, recuo de US$ 3,20. O déficit global para a safra 2009/10 está estimado em 2,8 milhões de toneladas, acima das 800 mil toneladas previstas anteriormente pelo Morgan Stanley. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 41,33, segundo o índice Cepea/Esalq.

Atraso na colheita

Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, com o movimento de vendas dos fundos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.343 a tonelada, com recuo de US$ 9. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,1520 a libra-peso, com baixa de 150 pontos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 246,89, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a desvalorização é de 3,02%. A colheita está atrasada nas regiões produtoras do Cerrado mineiro, Garça (SP) e noroeste do Paraná por conta das recentes chuvas, informou o Cepea. Além de atrasar os trabalhos no campo, as chuvas também comprometem a qualidade do grão. As regiões da Alta Mogiana paulista e sul de Minas não foram afetadas pelo clima.

Onda "baixista"

A onda de pessimismo em relação à recuperação da economia global tirou sustentação dos preços das commodities e não poupou o suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o pregão a 84,90 centavos de dólar por libra-peso, queda de 210 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em setembro recuaram 335 pontos, para 85,05 centavos de dólar. No quadro de fundamentos, chamou a atenção de traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires as boas condições climáticas para o desenvolvimento dos pomares da Flórida, que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias permaneceu em R$ 3,73, segundo o Cepea/Esalq.

Chuvas nos EUA

As chuvas previstas para partes do sul da região das Grandes Planícies e a leste do Meio-Oeste, nos Estados Unidos, foram decisivas para a alta da cotação do trigo ontem, a primeira registrada em três sessões. O aumento da umidade nas plantações pode tornar mais lenta a colheita do trigo de inverno nos EUA, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos do cereal com vencimento em setembro subiram 4,75 centavos de dólar, para US$ 5,1725 por bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em setembro fecharam em alta de 2,5 centavos de dólar, a US$ 5,4650 por bushel. No mercado paranaense, a saca de trigo de 60 quilos foi negociada, na média, por R$ 28,41, uma alta de 0,35%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).