Resíduo da extração da fibra do sisal tem propriedade inseticida

15/07/2009

Resíduo da extração da fibra do sisal tem propriedade inseticida


 

O sisal da Bahia contará com recursos do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que fica em Amsterdã, na Holanda, para o aproveitamento do resíduo líquido do sisal destinado à produção de bioinseticida e parasiticida.

Para a primeira etapa do projeto – um estudo de pré-viabilidade para elaboração de um plano de negócios – serão liberados US$ 170 mil, sendo US$ 112 mil de recursos não-reembolsáveis por parte do CFC.

O projeto, que foi apresentado pela Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pelo Sindfibras, com o apoio do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), está orçado em US$ 1 milhão.

Apoio – Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, caso os resultados das pesquisas iniciais sejam positivos, o CFC vai liberar no próximo ano a parcela complementar, de R$ 890 mil, para estudos adicionais e implantação de uma unidade industrial piloto na região sisaleira da Bahia para a produção de bioinseticida e parasiticida.

Eles serão produzidos a partir do resíduo líquido da extração da fibra do sisal, hoje estimado em dois bilhões de litros anuais e totalmente descartado no campo.

A apresentação do projeto contou também com o empenho da Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.

A ideia é que o projeto seja desenvolvido em parceria com universidades e centros de pesquisa durante quatro anos, no Território do Sisal, localizado no semiárido baiano. O projeto pretende utilizar o resíduo líquido do sisal também para a produção de dietético.

De acordo com o engenheiro químico Adalberto Luiz Cantalino, o adoçante extraído do sisal é a inulina, um produto de origem natural que pode ser utilizado em substituição ao açúcar na indústria alimentícia e farmacêutica que não é absorvido pelo organismo, ou seja, é uma solução natural à substituição dos ciclamatos utilizados na indústria dos dietéticos.