Borracha natural é um grande negócio
CDC 312, FDR 5788 e PMB1 são as mudas de seringueira que estão sendo plantadas no extremo sul.
Elas foram cultivadas em laboratório e escolhidas, depois de submetidas a vários testes. As pesquisas duraram 15 anos, o que resultou em plantas resistentes a pragas e doenças que afetam a seringueira.
No viveiro da Itaflora, em Itamaraju, há cerca de 600 mil mudas.
Elas foram levadas por outro parceiro do Projeto Verdes Campos, a Plantações Michelin da Bahia, que possui na região de Ituberá, sul da Bahia, um projeto com o sugestivo nome de Ouro Verde, em parceria com a Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
Responsável pela assistência técnica da Michelin aos heveicultores, Wellington Andrade da Silva informa que a empresa tem mais de 100 mil clones sendo estudados em laboratório. Depois de aprovados, os clones são enxertados em outras seringueiras, das quais aproveita-se apenas a base.
"Estamos atendendo a 52 municípios da Bahia e norte do Espírito Santo. Aqui no Estado, estamos nas regiões sul, extremo sul, no Recôncavo e no Vale do Jequiriçá. Compramos, atualmente, mais de 800 mil quilos de borracha por mês, a R$ 1,15 o quilo. O preço da borracha natural varia de acordo com o preço da borracha sintética, feita de petróleo", disse Wellington.
O funcionário da Michelin toma como exemplo a empresa que trabalha para falar da demanda que existe pela borracha. "Na nossa usina, temos capacidade para processar até 12 toneladas por dia de borracha e estamos processando de seis a sete toneladas. Esperamos alcançar essas 12 toneladas, com a ajuda do Verdes Campos, em 2011 ou 2012", declarou.
Além da Michelin, na Bahia há a Pirelli, a Continental e a Bridgstone/ Firestone. Essas últimas três somam produção de 18,2 milhões de pneus por ano. Com isso, não é exagero afirmar que está mais do que comprovado que a borracha natural é um grande negócio. (M.B.)