Commodities Agrícolas

20/07/2009

Commodities Agrícolas

 

Oferta retida

Os preços futuros do café fecharam com forte alta na sexta-feira, como reflexo dos leilões de compra que serão realizados pelo governo brasileiro para reter a oferta do grão no mercado doméstico. Em Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 1.456 a tonelada, com aumento de US$ 43. Em Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,1870 a libra-peso, com aumento de 305 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg consideram que os leilões deverão reduzir a oferta de volume para exportação. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial. "O plano do governo brasileiro deverá dar suporte aos preços", disse Chintan Pariskh, da CPM Group, de Nova York. No mercado interno, a saca de 60 quilos encerrou a R$ 245,26, segundo o índice Cepea/Esalq.

Demanda surpreende

O preço do cacau no mercado internacional atingiu na sexta-feira seu maior nível em cinco semanas. Havia expectativa de queda da demanda pela amêndoa na América do Norte, mas esse recuo acabou sendo menor que a prevista, reportou a Bloomberg. No segundo trimestre, o processamento de cacau na região recuou 6,8% na comparação com o mesmo período de 2008, segundo a NCA, que representa as indústrias de chocolates, balas e confeitos do EUA. Em Nova York, os contratos de cacau para dezembro subiram US$ 81, para US$ 2.783 por tonelada. Em Londres, a alta dos papéis para dezembro foi de 70 libras esterlinas, para 1.782 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba saiu, na média, por R$ 86,66, de acordo com a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).

Temporada de furacões

Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta na sexta-feira, puxados por especulações de que a safra da fruta na Flórida, segundo maior produtor mundial, poderá ser afetada por conta das temporadas de furacões e também do clima adverso nas regiões produtoras. Na bolsa de Nova York, os contratos para novembro fecharam a US$ 1,0680 a libra-peso, com aumento de 175 pontos. O clima frio entre janeiro e fevereiro, seguido por seca nos meses seguintes, poderá causar estresse nas árvores frutíferas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os analistas também estão atentos ao início da temporada de furacões. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja voltada para as indústrias fechou a R$ 3,56, de acordo com o Cepea/Esalq.

Estímulo às compras

As quedas recentes do preço do milho no mercado internacional estimularam a demanda dos consumidores, que foram às compras e puxaram a alta da cotação do grão na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 6,25 centavos de dólar, a US$ 3,3150 por bushel. Puxado pelas boas condições climáticas nas lavouras do Meio-Oeste americano, o milho caiu, de forma consecutiva, nas últimas seis semanas. "Há evidências de que cresce o interesse [por milho] dos consumidores finais e da comunidade internacional por acúmulo de estoques devido à queda dos preços" disse à Bloomberg Joe Victor, diretor da Allendale. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu 0,33%, para R$ 20,32, segundo o índice Esalq/BM&FBovespa.