Crescimento depende de preservação

20/07/2009

Crescimento depende de preservação

 

Cerca de 70% dos recursos hídricos do Nordeste podem desaparecer em dez anos se o Brasil mantiver os mesmos índices de emissão de carbono na atmosfera. Por isso, a viabilidade de produção, especificamente em áreas como o Nordeste brasileiro, passa pela atenção às metas de busca pela eficiência energética. Esta é a conclusão do diagnóstico das políticas ambientais adotadas pelos países do G8 (G8 Climate Scorecards) realizado pela WWF Brasil em parceria com a Allianz. “Hoje, o que o homem consome de energia é 30% a mais do que a natureza tem capacidade de repor”, comenta o diretor da WWF Brasil, Samuel Barreto.

Neste contexto, o Brasil se destaca pelas políticas de combate ao desmatamento. O sucesso do Plano Nacional, lançado pela ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, elevou o País a destaque internacional em políticas nesta área. Por outro lado, o crescimento em 47% na emissão de carbono nos centros urbanos manteve o País no quarto lugar entre os maiores emissores de carbono do planeta.

A engenheira agrônoma e coordenadora do diagnóstico realizado pela WWF, Karen Suassuna, comenta que se o País não considerar o impacto econômico dos problemas ambientais, a agricultura será a primeira prejudicada. De acordo com ela, a solução está na vontade política. Exemplo disso são os EUA, que, após dez aos de uma política que ignorou os problemas ambientais, investiu em três meses quantia equivalente ao que o Brasil investiu ao longo de sua história em projetos de eficiência energética, política que tirou o País da última posição entre os avanços de cada Estado com as metas estabelecidas no Protocolo de Quioto.