Commodities Agrícolas

22/07/2009

Commodities Agrícolas

 

 

Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados por notícias de que as baixas cotações da soja e do milho podem incentivar o maior plantio de pluma nos Estados Unidos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os contratos para entrega em dezembro fecharam a 61,95 centavos de dólar por libra-peso, em Nova York, com recuo de 291 pontos. Os preços do algodão tiveram valorização de 26% este ano no mercado internacional, estimulados pela maior produção de grãos nos EUA. A área para a algodão para esta safra deverá recuar 4%, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado doméstico, o algodão fechou a R$ 1,1779 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
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Ainda o bom clima

As condições climáticas e de solo nas lavouras americanas de soja são as melhores dos últimos dois anos, segundo dados apresentados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Como tem ocorrido nas últimas semanas, esse fator puxou mais uma vez a baixa do preço da commodity. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em setembro recuaram 19 centavos de dólar, para US$ 9,4150 por bushel. Segundo o USDA, cerca de 67% das lavouras de soja do país estavam em boas ou excelentes condições em 19 de julho, acima dos 66% registrados uma semana antes. Em Primavera do Leste (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada ontem por R$ 39,20, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).

Ajustes técnicos

Com a manutenção do cenário de bom clima nas áreas de cultivo de milho nos Estados Unidos, os investidores decidiram vender contratos da commodity para fazer um ajuste técnico de suas posições, depois da sequência recente de baixas. As perspectivas são de tempo frio para os próximos dias, e os meteorologistas dizem que há forte relação entre o frio e alta produtividade na cultura, disseram analistas à Dow Jones Newswires. O volume de chuvas também tem sido considerado adequado. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho para dezembro caíram 11,75 centavos de dólar, para US$ 3,22 por bushel. No Paraná, o preço da saca de 60 quilos recuou 0,97%, para R$ 15,26, na média, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Queda em São Paulo

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado - encerrou a segunda quadrissemana de julho com variação negativa de 1,98%, a segunda consecutiva depois de 11 altas. A queda foi mais uma vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo de produtos de origem vegetal, que recuou, em média, 3,93%. Carro-chefe do agronegócio paulista, a cana caiu 2,55%, mas no grupo o maior tombo foi o da laranja para mesa (21,05%). O grupo de produtos de origem animal voltou a subir, mas menos que na quadrissemana anterior. O ganho médio foi de 2,86%, puxado pelas valorizações de carne suína (14,83%) e carne de frango (8,57%).