Commodities Agrícolas
Realização de lucros
Os contratos futuros de café fecharam em queda ontem em Nova York influenciados por realização de lucros num dia em que o dólar mais forte pressionou o mercado. Os contratos de setembro encerraram com perda de 165 pontos a US$ 1,2280 por libra-peso e dezembro recuou 170 pontos a US$ 1,2585. Operadores ouvidos pela Dow Jones disseram que o café abriu forte e chegou a US$ 1,2630, a maior alta em seis semanas, com o baixo volume de negócios. Mas não se sustentou. As compras ocorreram nas baixas, reduzindo perdas. Segundo analistas, a calma no mercado físico está se traduzindo em poucos negócios no pregão de futuros. Em Londres, setembro ficou estável em US$ 1.475 por tonelada. O indicador Cepea/Esalq do café fechou em R$ 247,05, queda de 0,78%.
Oferta gorda
A produção de suco de laranja da Flórida, maior produtora dos Estados Unidos, deverá crescer nesta safra, de acordo com relatório divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A estimativa é de que a oferta fique em 772,4 mil toneladas na safra 2008/09, 2% acima do projetado em fevereiro. Mas, em relação ao ciclo passado, a produção de suco nos EUA terá uma queda de 7%. A produção brasileira deverá crescer nesta safra 6%, para 1,24 milhão de toneladas. Não houve alteração sobre o relatório de fevereiro. Em Nova York, os contratos para novembro fecharam a 97,85 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 140 pontos. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 3,79, segundo o índice Cepea/Esalq.
Dólar mais forte
A valorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras derrubou os preços futuros do algodão no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a a 59,12 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 41 pontos. Com o dólar forte, o apelo pelo algodão americano reduz, uma vez que a pluma fica mais cara para os importadores, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Cerca de 46% do algodão plantado nos EUA está em "boas condições para excelente", de acordo com relatório divulgado no dia 26 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), um ponto percentual acima sobre a semana anterior. No mercado doméstico, o o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso da pluma caiu 0,04%, para R$ 1,1767.
Reação em Chicago
Após duas sessões em queda, as cotações da soja recuaram ontem em Chicago diante da expectativa de que as baixas temperaturas em regiões produtoras dos Estados Unidos poderão atrasar o desenvolvimento das lavouras no país, conforme relato da agência Bloomberg. O mesmo fator motivou a alta do milho na segunda-feira, mas ontem houve queda nesta frente por causa da valorização do dólar e da influência de baixas de outras commodities. Os contratos de soja em grão com vencimento em novembro (pós-colheita americana) fecharam a US$ 9,27 por bushel, com valorização de 20,5 centavos de dólar (2,3%). Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 37,60, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).