Pecuarista questiona Independência

29/07/2009

Pecuarista questiona Independência

 

 

O presidente da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, disse que a entidade vai defender que o frigorífico Independência altere a proposta, que consta do seu plano de recuperação judicial, para pagar os pecuaristas, em reunião na próxima semana na Confederação de Pecuária e Agricultura do Brasil (CNA), em Brasília.

Pela proposta do Independência, os pecuaristas com créditos de até R$ 80 mil seriam pagos após a aprovação do plano pelos credores e o saldo seria quitado em 36 parcelas mensais. Mas os pagamentos estariam condicionados à liberação de um novo crédito para a Nova Independência, empresa operacional que o Independência propõe criar. O empréstimo, de R$ 330 milhões, seria tomado com bancos credores e seria usado para capital de giro e pagamento de fornecedores, como pecuaristas e outros.

Prado, que participou de reunião com pecuaristas credores do Independência ontem em Cuiabá, disse que a empresa teria condições de aumentar para, pelo menos, R$ 150 mil o teto para pagar aos pecuaristas se voltar a operar as suas unidades de abate. Hoje, a empresa trabalha apenas parcialmente em Janaúba (MG) e Rolim de Moura (RO).

"Entendemos que os pecuaristas são prioridade para a empresa, que não pode operar sem boi. Eles precisam receber para continuar fornecendo [boi]ao Independência", afirmou Prado.

Além de propor um valor maior, os pecuaristas também defendem que o pagamento de seus créditos não seja condicionado à liberação dos R$ 330 milhões pelos bancos.

De acordo com Prado, dirigentes de outras quatro federações de agricultura (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Goiás), além da Famato, vão se reunir na CNA, que será a interlocutora dos pecuaristas em relação ao caso do Independência. Só em Mato Grosso, a dívida do frigorífico com os pecuaristas alcança R$ 38 milhões, segundo Rui Prado. Considerando os outros Estados, chega a R$ 194 milhões. O débito total do Independência soma R$ 3 bilhões.