Commodities Agrícolas

30/07/2009

Commodities Agrícolas

 

 


Influência "baixista


A valorização do dólar diante de outras moedas e a queda de preços de outras commodities, sobretudo o petróleo, derrubaram as cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em setembro encerraram a sessão negociados a 91,60 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 295 pontos, ao passo que os papéis para entrega em novembro caíram 305 pontos, para 94,80 centavos de dólar. Segundo traders nova-iorquinos, não houve novidade ligadas aos fundamentos do mercado capazes de guiar as cotações. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias segue abaixo de R$ 4, em média, de acordo com levantamento realizado pelo Cepea/Esalq.


Clima nos EUA


A gangorra climática continua a dar o tom das cotações dos grãos na bolsa de Chicago. Ontem os temores de que as temperaturas mais baixas do que o normal em regiões produtoras de soja e milho dos Estados Unidos podem prejudicar as lavouras se dissiparam, e, ainda que hoje o mercado possa acordar com outro humor, as cotações de ambos recuaram. Na soja, segundo a agência Bloomberg, os contratos com vencimento em novembro (pós-colheita americana) fecharam a US$ 9,16 por bushel, queda de 11 centavos de dólar (1,2%). No milho, os papéis para dezembro recuaram 1,75 centavo (0,5%), para R$ 3,28 por bushel. A soja está valendo, portanto, 2,8 vezes o valor do milho, o que ainda aponta uma boa vantagem para a oleaginosa. O ponto de equilíbrio é de cerca de 2 vezes.


Pressão do dólar


Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, atingindo o menor patamar desde março, pressionados pela alta do dólar sobre outras moedas estrangeiras, o que reduz o apelo pelas commodities agrícolas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 5,6675 o bushel, com recuo de 2 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro registraram queda de 4 centavos, negociados a US$ 5,4375 o bushel. A safra de trigo de inverno de Kansas, maior produtor do cereal dos EUA, deverá ser maior que a esperada, uma vez que o clima está beneficiando as lavouras, disseram analistas. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 28,17, segundo o Deral.


Queda em São Paulo


O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado - encerrou a terceira quadrissemana de julho com variação negativa de 3,34%. Foi a terceira queda consecutiva do indicador, e a maior das três. Houve baixas tanto entre os vegetais (4,57%, na média ponderada) quando no grupo de produtos de origem animal (0,28%). No caso dos vegetais, o tombo foi puxado por recuos dos preços de laranja para mesa (26,62%) e tomate para mesa (23,78%). No grupo que reúne a proteína animal, os ovos caíram 9,06% e a carne suína, 6,02%. Nos dois grupos houve altas, com destaque para amendoim (14,66%), feijão (9,51%) e leites B (4,61%) e C (4,23%).