Produtor de borracha quer garantia de preço mínimo

31/07/2009

Produtor de borracha quer garantia de preço mínimo

 

 

Produtores de borracha debateram, ontem, durante reunião da Câmara Setorial da Borracha, na sede regional da Ceplac, em Ilhéus, a adoção de mecanismos para que o governo federal operacionalize uma política de garantia de preço mínimo para o setor atravessar a atual crise, que derrubou o preço do quilo do coágulo com 53% de DCR (conteúdo de borracha seca), de R$ 2,20, praticado até setembro passado, para R$ 1,05.

Na pauta de ontem, foram colocados dois mecanismos opcionais, um deles o Prêmio de Escoamento e Produção (PEP) por meio da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A garantia de preço mínimo é feita àqueles que se disponham a adquirir o produto indicado diretamente do produtor rural ou sua cooperativa, pelo valor de referência fixado, promovendo o seu escoamento para uma região de consumo previamente estabelecida.

A outra opção é o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), pelo qual a subvenção econômica é concedida a produtor rural ou cooperativa que se disponha a vender o produto pela diferença entre o Valor de Referência estabelecido pelo governo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado em leilão, obedecida à legislação do ICMS vigente em cada Estado da Federa ção.

Segundo Marcelo Tournillon Ramos, presidente da Câmara Setorial, o governo está esperando que o setor defina com qual mecanismo quer trabalhar.

“Nós precisamos fazer o produtor entender como os mecanismos funcionam e passe a utilizálos”, diz, sinalizando a proposta que fixa em R$ 1,53 o preço mínimo do quilo do coágulo.

O produtor regional, que não trabalha em cooperativas e associações representativas fortes, para participar dos leilões de oferta da borracha seca ou beneficiada, em Bolsa de Mercadorias ou Futuro, por meio de corretores para negociar prêmios oferecidos pelo governo, fez opção pelo PEP e fixou em R$ 1,80 o preço mínimo.

Gustavo Firmo de Araújo, coordenadorgeral para culturas permanentes, pecuária e floresta da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, disse que veio explicar os dois mecanismos aos produtores regionais, já que o governo ainda não opera uma política específica para o setor. Ele destacou que as propostas levantadas ontem serão apreciadas em reunião ordinária no próximo dia 13, em Brasília, para ser validada e encaminhada à Secretaria de Política Agrícola doMinistério da Agricultura.

O presidente da Câmara Setorial destaca que a borracha é uma commodity, com cotação internacional em bolsa, o que determina a formação do preço no mercado interno. Ele acredita que tão logo haja a recuperação da economia mundial, o mercado para o setor primário da borracha, fortemente atingido pela crise, também vai se recuperar, em razão da forte demanda de mercado.