Governo investirá na cadeia do leite da Bahia
Restabelecer a cadeia do leite na Bahia, melhorando a produção, a qualidade do produto, a industrialização e, ao mesmo tempo, gerar trabalho e renda, além de reduzir a importação de leite por parte do Estado.
Essa é a intenção do Governo do Estado em relação ao setor e foi ressaltada pelo secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, durante reunião, ontem, com representantes do Sindicato das Indústrias de Lacticínios e Produtos Derivados do Leite do Estado da Bahia (Sindleite) e o deputado estadual Zé Neto.
A ideia, de acordo com Pinheiro, é promover uma série de políticas de incentivo às empresas e aos produtores rurais, de forma a associar a questão da produção com todo o processo industrial, incluindo-se a coleta, infraestrutura, acompanhamento e assistência técnica.
Marca comercial – Entre as iniciativas defendidas pelos produtores para o incremento da cadeia produtiva está a criação de uma marca comercial do leite e derivados no estado da Bahia.
O objetivo é garantir um mercado para os produtores da agricultura familiar, a partir de um canal de comercialização que, simultaneamente, agregue valor ao produto por meio da marca e garanta um preço mínimo para os produtores.
A Bahia é o maior produtor de leite do Nordeste e o sétimo produtor nacional, com um volume de aproximadamente 900 milhões de litros por ano. Segundo dados da Seagri, 80% dos produtores do estado são classificados como de pequeno porte.
Já as principais bacias leiteiras da Bahia, ainda de acordo com a Seagri, estão localizadas nos Territórios de Identidade do Extremo Sul, Itapetinga, Litoral Sul, Médio Rio de Contas, Portal do Sertão e Vitória da Conquista. Os demais territórios também produzem leite, mas, pela falta de especialização, a oferta é irregular, sendo a produção elevada durante as chuvas e reduzida no período de estiagem.