Commodities Agrícolas

11/08/2009

Commodities Agrícolas

 

 

Mais café brasileiro.

Os preços futuros do café subiram ontem, na bolsa de Nova York, para o maior patamar em nove semanas. Desta vez, a valorização do dólar elevou as chances de um aumento na oferta do grão do Brasil, maior produtor e exportador mundial do café, motivando a queda nos contratos. "O apoio externo ao mercado está desaparecendo graças à alta do dólar", disse Mark Hansen, diretor da CPM Group, em entrevista à agência Bloomberg. "O dólar é um fator e tanto. Hoje [ontem], vimos uma liquidação especulativa". Em Novas York, os papéis para entrega em dezembro fecharam a US$ 1,39 a libra-peso, com queda de 200 pontos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 260,02, queda diária de 0,53%, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Menos oferta.

A queda nas exportações de cacau da Indonésia, o terceiro maior produtor da amêndoa do mundo, levou ontem a um movimento de retração nos preços internacionais da commodity. O mercado teme que haja um desequilíbrio entre oferta (menor) e demanda (maior). Os embarques do país asiático nos sete primeiros meses do ano já acumulam queda de 128,8 mil toneladas, 17% a menos que no mesmo período de 2008, segundo a Bloomberg. "O cenário para a Indonésia se deteriorou nos últimos dois meses", disse à agência de notícias Luis Ranger, presidente da empresa de pesquisas de commodities Rockford Brownstone Range, em Nova Jérsei. Com isso, os contratos para entrega em dezembro recuaram US$ 66 bolsa de Nova York, fechando a US$ 2,938 por tonelada.

Estimativa conjunta.

Especialistas do Estado de São Paulo estão nos EUA discutindo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) a possível realização e divulgação de uma estimativa conjunta da safra de laranja, disse o secretário de Agricultura paulista, João Sampaio, ontem, no congresso da Abag, à Reuters. São Paulo é o maior produtor global de laranja, com safra anual de cerca de 360 milhões de caixas de 40,8 quilos, seguido pela Flórida, que produz pouco menos da metade de São Paulo. O objetivo é dar transparência aos números do setor. Em Nova York, o contrato de suco de laranja com vencimento em setembro atingiu o maior valor em 11 meses ontem (ganho de 485 pontos), segundo a Dow Jones, puxado pela expectativa de uma menor safra na Flórida. Novembro subiu 475 pontos a 109,65 centavos de dólar por libra-peso.

Exportando mais.

Os preços futuros do milho subiram ontem em Chicago, na medida em que a demanda pelo grão dos Estados Unidos ganhou novamente impulso. Nas quatro sessões anteriores, o milho havia recuado mais de 11%. Parte do movimento altista se deveu à divulgação, pelo USDA, da compra de 120 mil toneladas de milho americano pelo Egito. Os EUA já acumulam exportações de 731,2 mil toneladas para o ano que se iniciará em 1º de setembro, uma alta de 1,6% em relação ao ano fiscal anterior. "Estamos tendo boas vendas mensais", disse Larry Gleen, analista da Frontier, à agência Bloomberg. Com isso, os papéis para dezembro fecharam a US$ 3,3050 por bushel, alta de 4 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 19,57, alta diária de 0,02%, segundo o Esalq/BMF&Bovespa.