Adab discute controle das pragas do algodoeiro no Oeste
As novas estratégias para as áreas de defesa, pesquisa e extensão direcionadas à cadeia produtiva do algodão estiveram em pauta no município de Luís Eduardo Magalhães, durante o II Workshop sobre o Programa de Monitoramento e Controle do Bicudo do Algodoeiro.
O evento, promovido por meio de uma parceria estabelecida entre a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação BA e Fundeagro, aconteceu no Complexo Bahia Farm Show e reuniu consultores, produtores, cooperativas e associações do Oeste baiano.
"Nosso objetivo é definir ações cada vez mais ajustadas às condições regionais para ampliar o apoio do setor produtivo, facilitar o trabalho dos fiscais estaduais e assim contribuir para o aumento de produtividade e qualidade da cotonicultura na Bahia", esclarece o diretor geral da Adab, Cássio Peixoto.
O estado é hoje o segundo maior produtor de algodão do país, com uma produção em torno de 1,3 milhão de toneladas, conforme dados da última safra divulgados pela Abapa. Na Bahia os maiores pólos produtores são o Oeste e Sudoeste, com cerca de 300 mil hectares de área plantada.
Prevenção - O diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Nascimento, acredita que, com o fortalecimento dos núcleos regionais de cotonicultura e o compromisso dos produtores quanto à adequação dos procedimentos de defesa, será possível controlar e monitorar a incidência do Bicudo, principal praga da lavoura do algodão.
Para isso, a Adab alerta os produtores para que seja feita a colheita do algodão e destruição da soqueira, local de incubação do inseto, até o dia 31 de agosto.