Produção de frango na Bahia cresce mais que média nacional

20/08/2009

Produção de frango na Bahia cresce mais que média nacional

 

 

O aumento da produção de grãos no oeste na Bahia está permitindo que o Estado se consolide como um importante produtor de carne de frango. A maior disponibilidade de matéria-prima tem favorecido a expansão das granjas de criação de frango de corte no Estado, a exemplo do que aconteceu nos estados do CentroOeste.

Dados da União Brasileira de Avicultura (UBA) mostram que o alojamento de pintos de corte na Bahia cresceu no ano passado 13,3% para 107,47 milhões de aves, duas vezes acima da média nacional, que foi de 6,2%.

Entre os estados que fazem parte da nova fronteira agrícola brasileira (BA, MA, PI e TO), a Bahia se destaca como maior produtor de frango e bem à frente dos demais. Enquanto o Piauí alojou 22,62 milhões de aves no ano passado, Maranhão e Tocantins tiveram um alojamento de pouco mais de 18 milhões de frangos. Juntos, os três estados alojaram pouco mais da metade do que foi produzido pela Bahia sozinha em 2008.

“A indústria de frango da Bahia era grande importadora de grãos e acabávamos colocando nos produtos uma carga tributária que vinha de outros estados”, afirma Marcelo Plácido Correia, presidente da Associação Baiana de Avicultura (Aba).

Ele lembra que no final da década de 90, o alojamento de pintos de corte era de três milhões por mês, aproximadamente 35 milhões por ano. Hoje, o alojamento de aves se aproxima de 10 milhões por mês.

GRÃOS – Esse avanço na avicultura, de fato, tem uma forte relação com o aumento da produção de grãos. Na última década, a produção de milho quase dobrou, passando de um milhão para 1,99 milhão de toneladas na safra 2008/09, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No caso a soja, a situação não é diferente. No mesmo período, a produção passou de 1,15 milhão para 2,41 milhões de toneladas, apresentando um crescimento de 109,6%.

A Bahia já conta com nove grandes indústrias de abate. A décima está em fase final de construção e deve entrar em operação em 2010 e os produtores independentes lutam junto aos governos do Estado e Federal apoio para ter um empreendimento próprio.

Segundo Correia, 85% da produção baiana é direcionada para as empresas que trabalham em sistema de integração. Os avicultores responsáveis pelos demais 15% estudam a criação de uma cooperativa, tendo como base o modelo da região Sul do País, para construção de um abatedouro próprio.