Commodities Agrícolas

24/08/2009

Commodities Agrícolas

 


Torrefadores recuam.

Os preços futuros do café fecharam em queda na sexta-feira, nas bolsas internacionais, atingindo o menor patamar deste mês, como reflexo da baixa demanda por parte dos torrefadores, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,2505 a libra-peso, queda de 75 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 1.358 a tonelada, recuo de US$ 9. O crescimento do consumo global de café deverá ser de apenas 0,4% este ano, ante um incremento de 1,2% em 2008, segundo a Organização Internacional do Café (OIC). No mercado interno, o café de boa qualidade fechou cotado entre R$ 260 e R$ 270, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Dólar fraco.

A queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras e sinais de que a recessão global esteja perto do fim deram sustentação aos preços futuros do cacau na sexta-feira, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 2.960 a tonelada, com elevação de US$ 45. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro fecharam o pregão a 1.882 libras esterlinas, com elevação de 33 libras. O dólar baixo estimula a entrada de fundos e especuladores no mercado. A colheita na Nigéria, quarto maior produtor, está atrasada, segundo informou a Bloomberg. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 86,17, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
 
Demanda e clima.

Demanda robusta, valorização do petróleo e temor com possíveis geadas antes da hora no Meio-Oeste dos EUA sustentaram a soja bolsa de Chicago na sexta-feira. Os contratos com vencimento em novembro subiram 16 centavos de dólar para US$ 9,73 por bushel. O desenvolvimento das lavouras está algumas semanas atrasado porque a primavera úmida atrasou o plantio no Meio-Oeste. Com isso, há temor em relação ao efeito da queda das temperaturas sobre as lavouras ainda em maturação, segundo a Dow Jones Newswires. A demanda da China também voltou a puxar as cotações da soja nos EUA. Analistas disseram que a seca na América do Sul reduziu a oferta e que já se fala em falta de produto no Brasil. O indicador de Cepea/Esalq para a soja ficou em R$ 47,16 a saca.
 
Safra maior.

A produção americana de milho deverá exceder as projeções feitas pelo governo dos EUA depois que o clima frio impulsionou o desenvolvimento dos grãos nas lavouras, informou a empresa de consultoria e informações agrícolas Professional Farmers, a Pro Farmers, à agência Bloomberg. Na sexta-feira, os preços futuros do milho fecharam com ligeira alta no mercado. Em Chicago, os contratos do grão com vencimento em dezembro encerraram o dia a US$ 3,2625 o bushel, com aumento de 225 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos de milho fechou a R$ 19,37, segundo o índice Esalq/BM&FBovespa. O aumento de oferta do grão no mercado interno tem tirado a sustentação dos preços do milho, segundo a consultoria Safras&Mercado.