Montes Claros sedia II Simpósio Brasileiro de Palmeiras Oleíferas

24/08/2009

Montes Claros sedia II Simpósio Brasileiro de Palmeiras Oleíferas

 

 

Montes Claros, em Minas Gerais, será palco de discussão das áreas de produção de plantas oleaginosas, óleos vegetais, gorduras e biodiesel. Os temas serão debatidos no 6º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, que começa hoje e vai até o dia 28 de agosto.

Paralelamente ao Congresso, será realizado o II Simpósio Brasileiro de Palmeiras Oleíferas, promovido pela Embrapa Agroenergia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O Simpósio tem por objetivo levantar pesquisas atuais realizadas de cinco palmeiras oleíferas, no que se refere à ocorrência natural, domesticação, potencial de produção energéticos, entre outros usos.

A primeira edição foi realizada em julho do ano passado, em Lavras (MG). Na ocasião, reuniu-se competências técnico-científicas para discussão e validação de pesquisas com palmeiras. As discussões neste evento resultaram na elaboração do projeto Pesquisa, desenvolvimento e inovação em palmáceas para produção de óleo e aproveitamento de co-produtos, liderado pelo pesquisador da Embrapa Agroenergia, Leonardo Bhering, submetido para análise junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

De acordo com Bhering, o projeto já está aprovado pela agência financiadora, com valor em torno de 4,5 milhões de reais, com execução dos trabalhos em três anos. Neste projeto, serão organizadas as ações de gestão e de pesquisa com palmeiras oriundas de diversos locais do Brasil.

Dentre as diversas espécies que serão pesquisadas foram selecionadas a macaúba, babaçu, inajá e tucumã, como fonte de matéria prima alternativas para o programa de biodiesel brasileiro.

A curto e médio prazo, a agregação de valores a estas espécies busca associar disponibilidade de matéria prima para o programa de óleos vegetais do Brasil. "A ideia é explorar a variabilidade genética para a produção de cultivares comerciais, visando consolidar entre cinco a dez anos um programa consistente de produção de uso de óleos e biodiesel", declara Frederico Durães.

CONGRESSO

Na sexta edição do Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel haverá palestras técnicas, mesas-redondas e feiras de negócio com produtos, processos e insumos da cadeia produtiva do biodiesel. No próximo dia 27, os participantes poderão assistir a palestra Visão estratégica de uso de palmeiras oleíferas para o Biodiesel e avanços das pesquisas no último ano, ministrada pelo Chefe-Geral da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães e a palestra Recursos Genéticos e melhoramento de pinhão manso, apresentada pelo pesquisador, Bruno Laviola.

Além disso, estão programados nove simpósios, entre eles o promovido pela Embrapa. Um dos temas que a empresa está preparando para apresentar nesta realização simultânea de simpósios, é o trabalho de destoxificação da torta do pinhão. Sob a coordenação da pesquisadora Simone Mendonça, a Embrapa Agroenergia desenvolve esta pesquisa com objetivo de resolver o problema da toxidez na torta de pinhão-manso visando diminuir os riscos de impactos ambientais e a valoração do co-produto na nutrição animal.

O objetivo do Congresso é apresentar avanços tecnológicos e analisar os procedimentos relacionados à produção agrícola, industrialização, logística e comercialização de óleos e gorduras.

Mais informações podem ser obtidas nos sites 6º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel ou Embrapa Agroenergia.


Fonte:
Embrapa Agroenergia
Daniela Garcia Collares - Jornalista
Leonardo Ferreira - Estagário
Telefone:(61) 3448-4845