Commodities Agrícolas

27/08/2009

Commodities Agrícolas

 


Forte alta em NY.

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, nas bolsas internacionais, com a expectativa de menor oferta do produto no Brasil e na Índia, os dois maiores produtores mundiais, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Compras de fundos e especuladores também deram sustentação aos preços da commodity. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro fecharam a 23,20 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 41 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 574,90 a tonelada, com aumento de US$ 0,80. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do produto fechou ontem a R$ 48,18, com alta de 2,29%, de acordo com o índice Cepea/Esalq. No acumulado do mês, a valorização atinge 15,3%.
 
Menor oferta de robusta.

Os preços futuros do café fecharam com forte alta ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados pela expectativa de que a demanda global pelo grão será maior, enquanto a oferta do café robusta cairá no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram a US$ 1,2450 a libra-peso, com aumento de 310 pontos. Em Londres, os contratos para novembro fecharam a US$ 1.423 a tonelada, com elevação de US$ 66. A associação dos produtores de café robusta do Vietnã, o maior produtor global deste tipo de grão, prevê uma queda de 20% da produção na safra 2009/10. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão de qualidade está entre R$ 265 e R$ 270, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Vendas especulativas.

Mantido o movimento de vendas especulativas de contratos futuros de suco de laranja concentrado e congelado, o preço da commodity voltou a recuar ontem e atingiu seu menor patamar em três semanas. Em parte, essa liquidação de papéis ocorre por conta da valorização da commodity, superior a 40% em 2009. A alta acumulada no ano deve-se à expectativa de uma menor produção de laranjas na Flórida, que concentra o segundo maior parque citrícola do mundo, atrás de São Paulo. Em Nova York, os contratos com vencimento em novembro recuaram 150 pontos, para 95,70 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias ficou em R$ R$ 5,43, a prazo, de acordo com o Cepea/Esalq.
 
Receio com a Austrália.

A preocupação com o tempo seco na Austrália, quarto maior país exportador de trigo do mundo, voltou ontem a dar o tom dos negócios com o cereal no mercado futuro. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em dezembro subiram 8 centavos de dólar, para US$ 5,0675 por bushel. Em Kansas, os papéis que também vencem em dezembro avançaram 6,5 cents, para US$ 5,27 por bushel. Segundo as novas previsões, informou a Bloomberg, partes dos Estados de Queensland, Nova Gales do Sul, Austrália do Sul, Victoria e Tasmânia têm menos de 40% de chances de registrar chuvas acima da média entre setembro e novembro. No Paraná, a saca de trigo de 60 quilos saiu por R$ 25,14, na média, uma queda de 0,04%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).