Seagri escuta demandas de assentados do Programa Cédula da Terra
Foto: Assimp / CDA
Cerca de 150 assentados dos Programas Cédula da Terra e Crédito fundiário da região do extremo sul da Bahia estão acampados na sede da Coordenação de Desenvolvimento Agrário desde a última segunda-feira (24). O grupo, liderado por 13 associações de trabalhadores rurais dos municípios de Itamaraju, Prado e Itabela tem como prioridade, uma audiência com o governador Jaques Wagner. “Na verdade, nós só vamos embora depois que o governador receber a gente”, afirmou Miguel Monteiro, representante do Núcleo de Apoio a Agricultura Familiar.
Eles pretendem entregar, em mãos, a pauta de reivindicações, a mesma já vista pelo secretário de Agricultura Irrigação e Reforma Agrária, Roberto Muniz e o coordenador de Desenvolvimento Agrário, Luís Anselmo Pereira de Souza, ontem (26/08), em uma reunião ampla com a presença, também, dos representantes de órgãos do Governo.
Na terça-feira (25/08), durante todo o dia, foi realizada uma oficina com os representantes de cada associação, onde eles puderam definir as reivindicações prioritárias de cada assentamento. Entre as prioridades, destacam-se melhorias na infra-estrutura, escolas, criação de poços tubulares e a renegociação de dívidas com os bancos do Nordeste e Brasil. “Nós estamos ouvindo cada demanda apresentada. O Governo, dentro de sua análise, dotação orçamentária e prioridade, se empenhará para atender os pleitos”, afirmou o coordenador de Desenvolvimento Agrário, Luís Anselmo.
O Programa Cédula da Terra foi criado em 1998 e extinto em 2002, dando origem ao atual Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Atualmente existem, aproximadamente, 268 assentamentos e 9.331 famílias em toda a Bahia. “Em 2007, quando assumimos o governo, encontramos mais de 200 assentamentos em estado de abandono, sem infra-estrutura e sem assistência técnica. Temos adotado providências para resolver os problemas”, disse Luis Anselmo.
Fonte:
Monique Conceição - Assimp / CDA
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