Governo federal inclui a Bahia nos leilões de milho da Conab

31/08/2009

Governo federal inclui a Bahia nos leilões de milho da Conab

 

 


Com a interferência decisiva da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), a Bahia finalmente volta a participar dos leilões de subvenção ao milho, promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como parte das Políticas de Garantia de Preço Mínimo do Governo Federal. Cinquenta mil toneladas do produto serão subvencionadas no estado.

A inclusão da Bahia foi garantida por meio da Portaria Interministerial 445, publicada, nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União.

Os produtores da região oeste do estado comemoram a decisão, após peregrinarem por muitos meses entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Planejamento, em Brasília.

Sem os leilões, que compensam os preços deprimidos (de R$ 14, a saca, contra R$ 19 do mínimo estabelecido pelo governo federal) e a safra quase toda estocada (1,2 milhão de toneladas), os produtores já falavam em risco de diminuição de área plantada da ordem de 40%.

Porto – Um aspecto técnico – a necessidade de um porto do Nordeste para referência no cálculo do valor do prêmio na liquidação da subvenção – impossibilitou a inclusão do milho baiano nos avisos de PEP e Pepro recentes. O último deles, de PEP, foi publicado na sexta-feira da semana passada.

"O milho é uma das culturas mais importantes da Bahia e a possibilidade de redução das lavouras representa um risco real para a economia baiana e para a viabilidade da agricultura no estado. O impedimento ao benefício da subvenção era uma injustiça frente à expressiva participação de outros estados produtores e o governo da Bahia não podia se calar diante disso", disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.

Competitividade – De acordo com o vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Sérgio Pitt, que juntamente com outras lideranças do agronegócio regional empreendeu uma série de visitas aos ministérios em Brasília e secretarias em Salvador, se a Bahia ficar sem subvenção, enquanto os outros estados produtores gozam do benefício, o estado deixa de ser competitivo e terá sérios prejuízos.

"Agravando esta situação, há o risco à sustentabilidade do agronegócio do oeste, que depende do milho para fazer a rotação de culturas. Precisamos sobreviver da nossa atividade, que é uma importante âncora econômica do estado e do país. Os gestores da política agrícola, em suas intervenções para garantia dos preços mínimos, devem ser isonômicos, para não cometer injustiças", afirmou Pitt.