Irrigação vai pesar no bolso
O total defamílias com acesso aáguapara irrigação deve aumentar 56% até o fim do próximo ano. Existem cinco projetos em andamento tocados pela Secretaria de Agricultura (Seagri), que levam água para 2.280 hectares e atendem 445 famílias e devemchegar a 665 em Ponto Novo, Paulo Afonso, Tucano, Curral Novo, em Jequié, e Jacuípe, em Várzea da Roça.
De acordo com estudo da Companhia de Desenvolvimento doVale do São Francisco (Codevasf) 44,6%das terras por ondepassa o Rio SãoFrancisco são aptas para a agricultura irrigável. A relação entre o meio ambiente e a agricultura nem sempre é pacífica.
Este, que é um dos entraves no desenvolvimento dos projetos de irrigação, já estaria sendo devidamente encaminhado pela Seagri.
Ribeirinhos Osmoradores das áreas ribeirinhas e das ilhas do Rio São Francisco, próximas a Bom Jesus da Lapa, são os responsáveis pelo suprimento dos hortigranjeiros que abastecem a cidade, conhecida pelo santuário que atrai devotos de todo o Brasil. O trabalho é típico da agricultura familiar com conhecimentos repassados entre si há várias gerações.
“Quandoa água abaixa, deixa toda a riqueza”, afirma a produtora rural da ilha de Canabrava, Josina Maria da Cruz, 59 anos. Nos últimos meses, eles estão somando o conhecimento empírico ao técnico, com cursos programados pela Secretaria Municipal de Agricultura.
Na maioria das pequenas propriedades da ilha, cerca de 150 famílias se dividem entre as hortaliças e os cultivos de subsistência como mandioca, feijão de arranque e milho.
Para as hortaliças, cultivadas nas partes mais altas, eles já aprenderam a utilizar a irrigação, puxando água do São Francisco por meio de bombas movidas à diesel. Não há energia elétrica no local. Barcas e canoas escoam a produção.
Segundo o presidente da Associação dosPequenos Produtores da IlhadeCanabrava, Francisco Félix,32 anos,o foco principal é conseguir a energia e formar a cooperativa.