Commodities Agrícolas
Influência externa.
O preço do cacau encerrou em baixa ontem, pressionado pelo fraco desempenho de outros mercados. Sterling Smith, analista da Country Hedging, disse à Dow Jones Newswires que a influência negativa foi exercida pelo preço do petróleo, que fechou em baixa, e também pela queda das bolsas de valores. O dólar chegou a subir ao longo do dia, o que seria um fator adicional para o declínio do cacau, mas a cotação da moeda perdeu força durante a sessão, motivo para que a desvalorização da amêndoa não fosse ainda mais acentuada. Em Nova York, os contratos de cacau para dezembro caíram US$ 5, para US$ 2.794 por tonelada. Em Londres, não houve negócios com a commodity em virtude do feriado bancário de verão, celebrado toda última segunda-feira de agosto.
Sem ameaça na lavoura.
A falta de ameaças iminentes para as plantações de laranja da Flórida, Estado que concentra o segundo maior parque citrícola do mundo, foi ontem um dos fatores para a baixa do preço do suco de laranja concentrado e congelado. O cenário, que já era "baixista" na sessão, foi completado ainda por quedas em outros mercados, como petróleo e bolsas de valores, que motivaram vendas especulativas, disseram analistas à agência Dow Jones Newswires. O dia foi, contudo, de recuos moderados. Em Nova York, os contratos de suco de laranja com vencimento em novembro recuaram 15 pontos, para 94,35 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada por R$ 5,50, de acordo com o Cepea/Esalq.
Expectativa de compras.
Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, impulsionados por notícias de que as recentes baixas da pluma deverão incentivar a entrada de compradores no mercado, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os contratos para dezembro encerraram o pregão a 59,74 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 140 pontos. Compras das indústrias também deram suporte às cotações. O plantio da safra 2009/10 nos Estados Unidos está em desenvolvimento, sobretudo nas áreas do Sul do Texas, afirmam analistas ouvidos pela agência Dow Jones. O mercado está atento aos índices macroeconômicos, que podem guiar a tendência de compras de commodities. No mercado doméstico, o algodão fechou a R$ 1,1618 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
Movimento técnico.
Os preços futuros do milho fecharam com ligeira alta ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo de movimentos técnicos no mercado, com coberturas de posições dos contratos do grão. Os papéis para dezembro encerraram a US$ 3,2975 o bushel, com aumento de 75 centavos. Analistas de mercado estão acompanhando o desenvolvimento da safra de grãos nos Estados Unidos, os maiores produtores mundiais, segundo a agência Dow Jones. As condições climáticas devem beneficiar a melhora das condições das lavouras daquele país. Há uma despreocupação em relação à possibilidade de geadas sobre as áreas plantadas. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 19,29, segundo o índice Esalq/BM&FBovespa. No mês, a queda é de 3,89%.