Indústria encolhe, mas PIB baiano avança no trimestre
A participação da indústria baiana na construção do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado foi negativa pelo segundo trimestre consecutivo.
Entre os meses de abril, maio e junho, a atividade encolheu 7,3% na comparação com o mesmo período de 2008. O crescimento de 0,6% do PIB baiano , de acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), foi mais uma vez garantido pela construção civil, que apresentou uma ampliação de 10,5%, pelos serviços e o comércio, com crescimentos de 3,3% e 5%, respectivamente. A agropecuária, que tinha crescido 2,2% no primeiro trimestre do ano, caiu 6,8% Na comparação com o segundo trimestre de 2008, enquanto a Bahia apresenta um leve crescimento, aeconomia brasileira se retraiu 1,2%, segundo números apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com os primeiros três meses do ano, quando o Brasil conseguiu crescer, não é possível fazer umparalelo com a Bahia porque a SEI ainda não reúne condições técnicas para apresentar o comparativo.
Para o diretor-geral da SEI, Geraldo Reis, só é possível fazer uma projeção sobre o desempenho do PIB para este ano após o terceiro trimestre.
“A perspectiva é que a economia esteja aquecida”, garante sem adiantar números.
Tom político Não foi o caso do secretário de Planejamento, Walter Pinheiro, que fez questão de participar da coletiva e deu um tom político à divulgação do resultado do PIB ontem. “Acredito que vamos crescer 1,3% este ano”, apontou. O secretário atribuiu o desempenho positivo às ações do governo no estímulo ao consumo. “As isenções de impostos foram positivas, assim comoa injeçãode recursos na economia”, destacou.
O caminho da indústria nos próximos meses é de crescimento.
Para o diretor de indicadores e estatísticas da SEI, Gustavo Pessoti, é importante analisar o aumento da capacidade produtiva da indústria brasileira, que passou de 79,3% emfevereiro para81,3% em agosto. Isso porque a indústria baiana fornece matériasprimas para o Sudeste brasileiro. “Isso vai movimentar nossa economia a partir deste mês”, garante.
“Não recupera, mas vai retomar o ritmo”.
Em agosto, a Braskem em Camaçari ampliou as vendas de petroquímicos para o exterior – que ainda sente bastante a crise –em 10,8%. Inclusive para os mercados norte-americano e europeu. “Os Estados Unidos, nosso principal mercado, estão se recuperando, porém ainda estamos entre 25% e 30% abaixo do patamar de antes da crise”, explica o vicepresidente da empresa, Manoel Carnaúba. Segundo ele, parte desse aumento se deve a questões sazonais nos Estados Unidos, mas há sinalizações de novas encomendas.