Commodities Agrícolas

15/09/2009

Commodities Agrícolas

 


 
Clima adverso.

Os contratos futuros do café atingiram ontem o maior preço desde janeiro, com especulações de que o tempo no Brasil e na Colômbia poderá prejudicar a safra desses países e diminuir a oferta mundial. Segundo meteorologistas, mais chuva é esperada nas regiões produtoras do Brasil nas próximas semanas, depois de um inverno atipicamente chuvoso no país. "Obviamente o clima está prejudicando as lavouras e poderá reduzir a qualidade do grão, dependendo de quão molhado ele fique", disse à Bloomberg Fain Shaffer, presidente da Infinity Trading, de Oregon. Os papéis para dezembro, negociados em Nova York, fecharam com alta de 655 pontos, a US$ 1,3310 a libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos fechou a R$ 257,02, segundo o Cepea/Esalq.
 
Demanda maior?

Os contratos futuros do algodão com vencimento em dezembro fecharam ontem com alta de 97 pontos (1,6%) na bolsa de Nova York, para 62,21 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, os papéis mais negociados da fibra já acumulam alta de 27% neste ano devido a especulações de que a demanda global irá superar a oferta. "O mercado de algodão também está seguindo o mercado financeiro, que neste momento não tem novidades", afirmou John Flanagan, presidente da Trading Corp., da Carolina do Norte. No mercado doméstico, a libra-peso do algodão fechou ontem a R$ 1,1667, com variação diária negativa de 0,03%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Neste mês de setembro, o indicador acumula queda de 0,07%.
 
Chuvas nos EUA.

As chuvas sobre a região sul das Grandes Planícies dos Estados Unidos deverão impulsionar a produção de trigo americano, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Por esta razão, os preços futuros do cereal fecharam em queda ontem, uma vez que as boas expectativas climáticas sobre as regiões produtoras daquele país podem elevar a oferta. Na bolsa de Kansas, os contratos para dezembro fecharam o pregão a US$ 4,675 o bushel, com baixa de 10,25 centavos. Em Chicago, os contratos para dezembro fecharam a US$ 4,54 o bushel, com recuo de 13,25 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo encerrou a R$ 25,44, segundo o Deral. A colheita do trigo no Sul já começou, sobretudo no Paraná, maior Estado produtor do país.
 
Alta no campo em SP.

O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários paulistas pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de setembro com variação positiva de 1,98%. Foi a terceira alta seguida do indicador, mais uma vez determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Este registrou salto de 4,13% no período, impulsionado por ganhos verificados pelos produtores de tomate para mesa (88,65%), cuja safra quebrou, e banana nanica (42,66%). No grupo de produtos de origem animal, composto por seis itens, houve queda média de 3,35%, puxada por baixas na carne de frango (17,29%), que está com a oferta maior, e carne bovina (2,15%).