Commodities Agrícolas
Clima seco no Brasil. A expectativa de clima seco sobre as regiões produtoras de cana no Centro-Sul do país tirou o suporte dos preços futuros do açúcar, ontem, nas bolsas internacionais, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A ausência de chuvas pode acelerar o ritmo da colheita da matéria-prima na região. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro encerraram o dia a 22,96 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 28 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro fecharam a US$ 572,70 a tonelada, com baixa de US$ 1,30. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos fechou a R$ 55,34, segundo o índice Cepea/Esalq. A valorização no mês chega a 11,87%. Apesar do pico da colheita no Centro-Sul, os preços seguem firmes por conta do atraso da moagem.
Programa de estoque. Os preços futuros do café atingiram ontem o maior patamar em um mês na bolsa de Nova York, com a expectativa de que os cafeicultores brasileiros segurem sua produção, afirmaram analistas ouvidos pela agência Bloomberg. O governo brasileiro mantém seus planos de comprar café para aumentar seus estoques, como medida para elevar os preços. Em Nova York, os contratos para dezembro encerraram a US$ 1,3460 a libra-peso, com alta de 150 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro fecharam a US$ 1.502 a tonelada, recuo de US$ 3. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do grão de boa qualidade fechou ontem entre R$ 255 a R$ 260, segundo o Escritório Carvalhaes. A colheita no país está quase na reta final na região do Sul de Minas.
Ânimo renovado. Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado deram um "pulo" ontem na bolsa de Nova York, encerrando o dia com a maior cotação em quase dois meses. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, a guinada se deveu à queda do dólar e aos sinais positivos na economia americana, que elevam o apetite pelas commodities agrícolas do país. "Com o humor do mercado virando e o dólar caindo, muita gente começa a esperar uma retomada da demanda", disse à agência Fain Shaffer, presidente da Infinity Trading, de Oregon. Os papéis para janeiro subiram 510 pontos, para 98,40 centavos de dólar por libra-peso. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja voltado para as indústrias fechou a R$ 5,69, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Chuvas nos EUA. Os preços futuros do algodão atingiram ontem a maior alta em um ano, desta vez devido a especulações de que as chuvas que caem do Texas à Geórgia vão atrasar a colheita e ainda prejudicar a qualidade da fibra americana. Os EUA são os maiores exportadores globais de algodão. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o dia, em Nova York, a 63,02 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 81 pontos. Foi o nono pregão consecutivo de alta. "Todo o cinturão de algodão americano está molhado", disse à Bloomberg Rogers Varner, presidente da Varner Bros, em Cleveland, Mississipi. No mercado doméstico, o algodão fechou a R$ 1,167 a libra-peso, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity registra ligeiro recuo de 0,07%.