Abate clandestino prejudica avanço do setor
O plano de ação para desenvolvimento da cadeia produtiva da carne aponta como um dos grandes problemasda Bahia o abate clandestino. Em 2007, a estimativa era de que apenas metade dogado abatido no Estado passava por inspeção estadual ou federal. Em 2008, este índice subiu para 70%, segundo informa o chefe da divisão técnica da Superintendência Nacional de Agricultura da Bahia, Altair Santana. “O percentual da informalidade ainda nos incomoda, mas reconhecemos o avançose considerarmosque este índice já foi de 80%.Acredito que vamos conseguir reduzir a menos de 20%”, diz.
Entre as medidas de combate a esta prática estão a associação do governo com o Ministério Público na fiscalização.Além da construção de novos frigoríficos inspecionados.Em 1996, a Bahia possuía apenas oito matadouros legais; em 2008 eram 25. Hoje, pelo menos outras dez plantas estão em avaliação.
Apesar das dificuldades da cadeia produtiva, a Bahia conquistou avanço significativo no processo de certificação para o comércio de carne. Isso porque o Estado está em estágio avançado de adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). Através dele, passa a fazer a equivalência do sistema de inspeção estadual às exigências da inspeção federal, permitindo que todos os produtos inspecionados sejam comercializados nacionalmente e sejam certificados para a exportação.
O diretor de inspeção da Adab, Paulo Emílio Torres, conta que cinco estados pediram a adesão ao Sisbi. Dentre eles, a Bahia é umdos que estão em estágio mais avançado.“Estamos na vanguarda deste processo; recebemos uma comissão do Ministério da Agricultura em fevereiro, para a primeira auditoria orientativa, e estamos fazendo as adaptações para a adesão até o final de 2009”, disse.
De acordo com ele, os maiores beneficiados serão os pequenos produtores, que hoje só têm acesso a entrepostos com inspeção estadual. Além disso, segundo Torres, este sistema admite processos mais simplificados de inspeção e de procura de novos mercados.
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