Bahia terá primeira fábrica de amido modificado do NE
A Bahia vai abrigar a primeira fábrica do Nordeste de processamento da mandioca, para produção de amido modificado, subproduto com maior valor agregado e que serve de matéria-prima para indústria petroquímica, de alimentos e de celulose.
O empreendimento, de referência também no Brasil e com capacidade de processamento de 200 toneladas por dia, será instalado no município de Laje e envolverá, de forma direta e indireta, três mil pequenos produtores de oito municípios da região do Vale do Jiquiriçá.
Para garantir suprimento financeiro, treinamentos, apoio decisivo à pesquisa e à extensão rural e a articulação para importantes parcerias, foi assinado, na quinta-feira, na Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), um protocolo de intenções.
A expectativa é de que ainda neste ano haja a preparação do solo e que, em janeiro, seja iniciado o plantio nas áreas. Em um ano e meio, a fábrica deverá estar em funcionamento.
Licença ambiental – O termo de compromisso foi firmado entre a Secretaria da Agricultura e Reforma Agrária (Seagri), a Cooperativa dos Produtores de Amido Modificado de Mandioca do Estado da Bahia (Coopamido), responsável em gerir o empreendimento, e a empresa Bahiamido S/A.
"Além de colocar à disposição os técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), a Seagri se propõe à agilização dos processos de licença ambiental necessários para a implantação do projeto, através da Comissão Técnica de Gestão Ambiental (CTGA) que já opera no órgão, passando todas as orientações necessárias e dando celeridade aos mesmos", declarou o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.
Para o representante da Coopamido, Jorge Guimarães, o diferencial do projeto está no apoio às Unidades Famílias. "O objetivo é fazer com que esses pequenos proprietários melhorem sua renda, de forma constante, e migrem para a classe média", declarou. Os agricultores, enquanto cooperados, terão participação nos lucros da indústria.