Commodities Agrícolas

23/09/2009

Commodities Agrícolas

 

 

Ausência de vendedor.

Compras especulativas e bons índices macroeconômicos globais deram suporte ontem aos preços futuros do café nas bolsas internacionais. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 1,4080 a libra-peso, com aumento de 249 pontos. Em Londres, os contratos para novembro fecharam o dia a US$ 1.483 a tonelada, com elevação de US$ 4. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones afirmaram que a ausência de vendas dos países de origem também deu sustentação às cotações. O dólar fraco em relação a outras moedas também exerce fator altista sobre as commodities agrícolas. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café de boa qualidade fechou cotada entre R$ 260 e R$ 265, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
 
Fatores externos.

A expectativa de recuperação da economia global deu impulso aos preços futuros do cacau, que atingiram ontem o maior patamar dos últimos 14 meses. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 3.188 a tonelada, aumento de US$ 92. Em Londres, os contratos para novembro fecharam a 2.048 libras esterlinas a tonelada, elevação de 29 libras. Para analistas ouvidos pela Bloomberg, os bons índices macroeconômicos podem elevar a demanda por commodities agrícolas. Preocupações com a colheita da Costa do Marfim, maior produtor global, que poderá ser menor que a esperada, também ajuda a dar suporte às cotações. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba do cacau fechou ontem a R$ 88,70, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
 
Clima ameaçador.

Os preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem, na bolsa de Nova York, como reflexo da expectativa de clima adverso sobre as regiões produtoras dos Estados Unidos. O dólar enfraquecido sobre outras moedas estrangeiras também ajudou a dar suporte às cotações. Em Nova York, os contratos do algodão para dezembro encerraram o pregão a 64,13 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 153 pontos. Analistas estão atentos à previsão de chuvas e tempestades sobre as regiões produtoras da pluma no Sul dos EUA para os próximos dias , segundo informou a agência Bloomberg. Os americanos são os maiores exportadores da pluma. No mercado doméstico, o algodão encerrou o dia a R$ 1,1476 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Clima nos EUA.

Se na última sexta-feira a expectativa de melhora do clima nos Estados Unidos tirou sustentação de soja e milho na bolsa de Chicago, em uma erosão que teve continuidade na segunda, ontem as perspectivas de piora no quadro climático, quem sabe com queda de temperaturas, atraiu compradores e os preços subiram. No mercado de milho, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão a US$ 3,2575 por bushel, em alta de 9,75 centavos de dólar - mesma variação positiva dos papéis para entrega em março, que atingiram US$ 3,39. A depreciação do dólar também colaborou para os ganhos registrados. No Paraná, a saca de 60 quilos do milho saiu, em média, por R$ 14,80, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.