Commodities Agrícolas

24/09/2009

Commodities Agrícolas

 


Apostas menores.

Os contratos futuros do café registraram ontem a maior queda em mais de cinco semanas na bolsa de Nova York, diante da diminuição das compras de investidores e torrefadores. "O mercado caiu no vácuo, na apostas menores dos fundos", disse à agência Bloomberg o presidente institucional da Newedge USA LLC, Rodrigo Costa. Ele e outros analistas compartilham a opinião de que os torrefadores já compraram o que precisam e não deverão fazer mais aquisições até o próximo dezembro. Com isso, os papéis para março recuaram 165 pontos, fechando o dia a US$ 1,3915 por libra-peso. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 259,06, com queda de 1,91%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 2,6%
 
Demanda fraca.

A queda de preços de outras commodities e novas estatísticas que confirmaram a queda da demanda nos Estados Unidos derrubaram as cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão a 97,15 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 195 pontos, ao passo que janeiro recuou 210 pontos, para US$ 1,0040. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram, ainda, que aparentemente não há ameaças climáticas aos pomares da Flórida, que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo. Em São Paulo, líder inconteste nesse ranking, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 5,64 no mercado spot, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
 
É o frio...

Pelo segundo dia consecutivo, os contratos futuros do milho subiram no mercado americano. Desta vez, o resultado foi motivado pelas previsões do Serviço Nacional de Meteorologia de que temperaturas bastante baixas chegarão na semana que vem ao Meio-Oeste americano, o que prejudicará as lavouras e a qualidade dos grãos. "A previsão do tempo mostra que a temperatura vai cair, aumentando o risco de plantas prematuras", disse à Bloomberg Dale Durchholz, analista-sênior de mercado da AgriVisor LLC. Em Chicago, os papéis para março fecharam a US$ 3,4325 por bushel, com alta de 4,25 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 19,23, com alta de 0,92%, segundo o indicador Cepea/BM&FBovespa. No mês, o milho acumula queda de 0,34%.
 
Compras especulativas.

Os contratos futuros do trigo subiram ontem pela primeira vez em seis pregões, na bolsa de Chicago. As compras especulativas puxaram os papéis, com apostas de que os preços subirão ainda mais na medida em que os produtores americanos estocam o produto em vez de colocar no mercado. Em entrevista à Bloomberg, Louise Gartner, da Spectrum Commodities, afirmou que os produtores estão focando nas colheitas de milho e soja, e guardando o trigo para o inverno. Com isso, os contratos com vencimento em março fecharam a US$ 4,7950 por bushel, alta de 4,00 centavos de dólar. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 25,42, com variação diária negativa de 0,04%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).