Commodities Agrícolas

25/09/2009

Commodities Agrícolas

  
 
 
Liquidação em NY. As cotações do café não resistiram à valorização do dólar diante de outras moedas, foram vítimas de uma liquidação especulativas e registraram forte queda na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,2930 por libra-peso, baixa de 710 pontos, ao passo que os papéis para entrega em março recuaram 690 pontos, para US$ 1,3225. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram, ainda, que fatores técnicos também colaboraram para a perda de sustentação observada. No mercado doméstico, o índice do Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do arábica acompanhou a tsunami e caiu 3,15%, para R$ 250,63. Em setembro, passou a haver baixa acumulada de 0,74%.
 
Sem fatos novos. Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado recuaram ontem pela quinta vez em seis pregões, na bolsa de Nova York. De acordo com analistas, a alta do dólar puxou mais uma vez a tendência quedista, já que isso tende a diminuir o apetite dos investidores pelas commodities americanas. Os contratos para entrega em janeiro fecharam a 95,55 centavos por libra-peso, com queda de 485 pontos. "Sem nenhum fato novo para movimentar, os preços continuaram a bater novos recordes de baixa", disse um broker à agência Dow Jones. No mercado paulista, a caixa com 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou a R$ 5,61, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, a commodity acumula variação negativa de 0,35%.
 
Clima puxa alta. Os contratos futuros do milho subiram pelo terceiro pregão consecutivo, em Chicago, diante de especulações de que a geada esperada em partes do Meio-Oeste americano, na semana que vem, possa reduzir o volume e a qualidade dos grãos nesta safra. Segundo o serviço de meteorologia dos Estados Unidos, as regiões mais afetadas deverão ser o norte de Minnesota e Wisconsin. "Poderemos perder 200 milhões de bushels", disse à agência Bloomberg o analista-sênior Shawn McCambridge, da Prudential Bache Commodities . Com isso, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,4975 por bushel em Chicago, com alta de 6,50 centavos. No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 19,19, com variação negativa de 0,19%, segundo o Cepea/BM&FBovespa.
 
Nova valorização. Os contratos de trigo negociados na bolsa de Chicago e com entrega em março fecharam ontem a US$ 4,9275 por bushel, com alta de 13,25 centavos de dólar. Já os papéis com o mesmo vencimento mas negociados na bolsa de Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, fecharam a US$ 5,0025 por bushel, com alta de 14,75 centavos. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, posições vendidas e informações animadoras sobre exportações motivaram as altas. Somente os fundos de investimento movimentaram cerca de quatro mil contratos em Chicago. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou ontem a R$ 25,25, com varição diária de 0,67%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).