Commodities Agrícolas
Déficit global maior.
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta na sexta-feira, com a expectativa de déficit global acentuado, de acordo com relatório da Kingsman, informou a Bloomberg. O déficit foi revisto de 5,1 milhões para 8,3 milhões de toneladas para 2009/10, que terá início em outubro. Em Nova York, os contratos para janeiro fecharam a 22,67 centavos de dólar por libra-peso, alta de 27 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 596,60 a tonelada, aumento de US$ 8,80. Para o analista Martin Snow, da corretora PFGBest, os preços futuros do açúcar deverão triplicar, para o maior patamar desde 1974, alcançando 66 centavos até junho de 2010. Segundo Snow, a alta será sustentada pela forte demanda da Índia e de outros países importadores. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 56,93, segundo o índice Cepea/Esalq.
Safra recorde no Brasil.
Os preços futuros do café fecharam em queda na sexta-feira, como reflexo da expectativa de maior produção no Brasil para a safra 2010/11. O país é o maior produtor e exportador mundial. Estimativas do banco Macquarie indicam que a produção deverá ficar entre 50 milhões e 55 milhões de sacas de 60 quilos. Se confirmadas as estimativas, a oferta no país será recorde. Para esta safra, de baixa produtividade, a colheita está prevista em 42 milhões de sacas. Em Nova York, os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,3060 a libra-peso, com recuo de 165 pontos. Em Londres, os contratos para novembro fecharam inalterados em US$ 1.400 a tonelada. No mercado doméstico, o café de boa qualidade está cotado entre R$ 260 e R$ 265, segundo o Escritório Carvalhaes.
Mais frutas no pé.
Um aumento inesperado na produção de laranja da Flórida, que concentra o segundo maior parque citrícola do mundo, depois de São Paulo, fez na semana passada os preços do suco de laranja concentrado e congelado registrarem sua maior queda semanal dos últimos 12 meses. O número de árvores com frutas subiu 775 mil, para 60,753 milhões, desde o último relatório do gênero divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Em Nova York, os contratos de suco de laranja para janeiro recuaram 115 pontos na sexta-feira, para 94,40 centavos de dólar por libra peso. Na semana, a queda foi de 1.240 pontos. No mercado paulista, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias saiu por R$ 5,60 na sexta-feira, segundo o Cepea/Esalq.
Tempo bom nos EUA.
Na sexta-feira, o preço do algodão no mercado futuro registrou seu mais forte declínio em seis semanas, abatido pelas boas perspectivas climáticas para as lavouras americanas - os Estados Unidos são o maior exportador mundial da fibra. Para as próximas semanas, é esperado um aumento das temperaturas e a diminuição da umidade em áreas produtoras de algodão dos Estados de Arkansas, Mississippi, Louisiana e Texas, informou a Bloomberg. Em Nova York, os contratos da fibra com vencimento em dezembro recuaram 287 pontos, para 61,94 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, o algodão foi negociado por R$ 1,1473 por libra-peso na sexta-feira, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. Em setembro, a baixa acumulada é de 1,75%.