Commodities Agrícolas
Demanda aquecida.
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte alta ontem, o maior patamar dos últimos 28 anos, impulsionados por compras de fundos, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro encerraram o dia a 24,42 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 82 pontos. Em Londres, os contratos para março fecharam a US$ 631 a tonelada, com aumento de US$ 17,50. A menor produção na Índia e o ritmo lento da colheita de cana no Centro-Sul do Brasil têm dado suporte aos preços da commodity, ainda de acordo com os mesmos analistas. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos fechou a R$ 57,06, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização acumulado do produto é de 16,60%.
Vendas especulativas.
Vendas especulativas derrubaram os preços futuros do café ontem, nas bolsas internacionais, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. O mercado de café tem sido conduzido por movimentos técnicos, sem a influência dos fundamentos. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,2845 a libra-peso, com baixa de 165 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 1.390 a tonelada, com recuo de US$ 15. O dólar firme em relação a outras moedas estrangeiras ajudou a tirar o suporte dos grãos. No mercado doméstico, o café de boa qualidade encerrou entre R$ 250 e R$ 260, segundo o Escritório Carvalhaes. A queda dos preços no mercado interno reflete o desempenho baixista nas bolsas internacionais.
Dólar valorizado.
Os preços futuros do trigo fecharam em queda nas bolsas americanas ontem, atingindo o menor patamar dos últimos dois anos, pressionados pela valorização do dólar em relação a outras moedas estrangeiros, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam o pregão a US$ 4,8475 o bushel, com baixa de 6,75 centavos. Em Chicago, os contratos para março encerraram o dia US$ 4,6725 o bushel, com recuo de 8 centavos. A demanda pelos grãos dos EUA tem recuado à medida que os estoques mundiais aumentam. As exportações semanais americanas até o dia 17 registraram queda de 36%, em relação a um ano antes. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou a R$ 25,22, segundo o Deral.
Alta menor em SP.
O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários paulistas pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a terceira quadrissemana de setembro com variação positiva de 0,49%. Foi a quinta alta seguida do indicador, mas a menor delas, e novamente determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Este subiu 2,53% no período, impulsionado por ganhos para os produtores de laranja para mesa (19,58%), tomate para mesa (17,09%) e banana nanica (14,12%). No grupo de produtos de origem animal, composto por seis itens, houve queda média de 4,57%, puxada por novas retrações na carne de frango (16,50%), ovos (2,99%) e carne bovina (2,79%).