Falta de crédito inviabiliza projeto de orgânicos
O projeto de introdução à produção de cebola orgânica na Bahia, alternativa levantada para aumentar a produtividade e agregar valor ao produto baiano não foi adiante. O projeto foi posto em prática no ano passado, mas os produtores sentiram dificuldade de crédito e de escoamento da produção. “Os preços pagos são melhores, mas o mercado para orgânicos ainda é muito restrito”, afirma o presidente da associação de produtores de cebola do semi-árido, Edson de Castro Pinto.
Foram dois anos de testes até que os pesquisadores da Embrapa SemiAacute;rido em Petrolina (PE), que também desenvolvem trabalho em Juazeiro (500 km de Salvador) chegassem ao manejo orgânico de cebola com aproximadamente 38 toneladas por hectare de bulbos comerciais.
A quantidade foi superior à média registrada com os métodos tradicionais de cultivo na região, que é de 20 toneladas por hectare. O resultado, na época, foi considerado viável tecnicamente.
A expectativa da Embrapa Semiaacute;rido com a conclusão das pesquisa era a de que as oportunidades comerciais pudessem contribuir para a redução da instabilidade dos preços desta cultura. E, como as taxas dos produtos orgânicosno Paíscrescem entre30% e 50% ao ano, a previsão de faturamento destes produtos no Brasil foi estimada em US$ 250 milhões para 2009.
O superintendente de políticas do agronegócio da Seagri, Jairo Vaz, comenta que a falta de fomento prejudicou a implantação do programa de cebola orgânica na Bahia. “Por enquanto, a Seagri tenta iniciar os agricultores em técnicas de gotejamento antes do manejo para o produto orgânico”, disse.