Commodities Agrícolas

06/10/2009

Commodities Agrícolas

 

 

Déficit global.

Os preços futuros do açúcar voltaram a registrar forte alta ontem, nas bolsas internacionais, impulsionados ainda por notícias de déficit global para a safra 2009/10 e dólar fraco em relação a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a 24,19 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 41 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 617,50 a tonelada, com elevação de US$ 7,90. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar encerrou a R$ 57,27, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações do produto no mercado interno continuam firmes, uma vez que as chuvas têm reduzido a oferta de matéria-prima no Centro-Sul do país.

Produção pode cair.

As perspectivas de queda na produção de cacau na Costa do Marfim puxaram ontem a forte alta do preço da commodity. Essa queda deve fazer com que ocorra déficit global de oferta pelo quarto ano consecutivo. A colheita na Costa do Marfim, principal produtor e exportador mundial da amêndoa, pode cair 15%, para 1 milhão de toneladas, na temporada que começou em 1º de outubro, segundo fonte ouvida pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos com vencimento em março subiram US$ 235, para US$ 3.258 por tonelada. Em Londres, os papéis que também vencem em março avançaram 145 libras esterlinas, para 2.153 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), a arroba de cacau saiu, na média, por R$ 86,35, segundo a Central Nacional de Produtores de cacau (CNPC).
 
Flórida produz menos.

Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam com forte alta ontem, atingindo o maior patamar de uma semana, puxados por especulações de que a oferta de laranja na Flórida deverá recuar, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro fecharam a 97,35 centavos de dólar por libra-piso, com elevação de 115 pontos. Traders e analistas esperam que a Flórida colha entre 140 milhões a 155 milhões de caixas de 40,8 quilos da fruta, segundo Carlos Sanchez, diretor da CPM Group. Na safra passada, a colheita ficou em 162,1 milhões de caixas. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 5,71, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
De olho na chuva.

O frio e as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos devem reduzir o ritmo de colheita de milho no país, fator ao qual foi creditada a valorização da commodity ontem. Com a alta desta segunda-feira, a cotação do grão no mercado futuro atingiu seu nível mais elevado em oito semanas. Segundo Mike Tannura, presidente da T-Storm Weather, em Chicago, cairão, nos próximos cinco dias, mais de 50 milímetros de chuvas na área que se estende da Louisiana a Ohio, o que tende a atrapalhar o trabalho no campo. Na bolsa de Chicago, os contratos para março subiram 7,75 centavos de dólar, para US$ 3,5425 por bushel. Em Sapezal (MT), a saca de 60 quilos de milho saiu por R$ 6,90, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).