Sucesso do Sertão Produtivo incomoda oposição

06/10/2009

Sucesso do Sertão Produtivo incomoda oposição

 

A respeito das críticas feitas pelo ex-governador Paulo Souto ao Programa Sertão Produtivo em matéria divulgada pela mídia nacional, a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária esclarece o que segue:

Parece brincadeira querer avaliar um programa bem sucedido pelos brincos colocados nos animais, caprinos e ovinos, distribuídos com famílias de agricultores no semiárido da Bahia. Só pode ser missa encomendada. A indignação colocada pelo ex-governador no jornal Folha de São Paulo deve-se com certeza aos pequenos números e curto alcance do seu programa Cabra Forte, que demonstrou ser Cabra Pouca.

Iniciado em dezembro do ano passado, o Programa Sertão Produtivo já distribuiu, até setembro deste ano, 29.450 caprinos e ovinos para 5.700 famílias de agricultores em 95 municípios do semiárido. São 300 fêmeas mestiças e 10 machos puros de origem, (PO), por município. Até dezembro a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Seagri, vai completar a marca de 38.265 animais distribuídos, através de licitação, para 7.680 famílias em 126 municípios.

São estes resultados que provocam o desespero da oposição. O único programa do governo Paulo Souto que se dizia forte demonstra fragilidade pelos números medíocres: durante quatro anos, de 2003 a 2006, o Cabra Forte distribuiu apenas 1.687 animais em 50 municípios, segundo o relatório do Programa.

Não tendo o que criticar e com vergonha dos números, a oposição estabelece o debate sobre a marca do governo nos “brincos” colocados nos animais. A “brincagem” é elemento fundamental  para rastreamento, controle do rebanho, e acompanhamento do desenvolvimento do programa Sertão Produtivo, coisa impossível de se fazer o Cabra Forte, que deixou como marca o endividamento dos agricultores.

O uso de brincos substitui a marcação a ferro, um processo muito doloroso para os animais.
Os animais distribuídos são brincados com a marca do Governo exatamente porque a distribuição é realizada a titulo de fundo rotativo, onde as famílias repassam, após 18 meses, a mesma quantidade de animais para outras famílias.
 
O controle do processo é realizado por uma comissão municipal, formada por representante da prefeitura, da EBDA, dos beneficiários, através do sindicato ou associações locais. Para isso, é fundamental que os animais, como fazem todos os médios e grandes produtores, sejam brincados.

Além de ser mais intenso em termos de quantidade de animais e número de famílias e municípios beneficiados, o Sertão Produtivo estimula a participação de associações e sindicatos. O primeiro passo do Sertão Produtivo é reunir representações da sociedade local, para a formação de uma comissão municipal. No segundo passo, a comissão formada seleciona as famílias que serão beneficiadas. No terceiro momento, esta comissão realiza a vistoria dos animais que serão distribuídos, com autoridade para recusar os que estejam fora dos padrões. Este é o instrumento criado pelo governo para garantir que os agricultores só recebam animais sadios e de qualidade.


Josalto Alves – DRT-Ba 931
Ascom Seagri – 05.10.2009