Commodities Agrícolas
Chuvas no Brasil.
Não são apenas os preços domésticos do etanol que reagem à influência das chuvas sobre o ritmo da colheita de cana no Brasil. O atraso provocado pela adversidade climática também colaborou para elevar as cotações do açúcar na quinta-feira na bolsa de Nova York, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março fecharam a 23,85 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 114 pontos, enquanto os papéis para maio subiram 102 pontos e atingiram 22,86 centavos de dólar. A alta do petróleo também colaborou para a valorização observada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociado em São Paulo registrou variação positiva de 0,42% e alcançou R$ 57,06.
Vendas especulativas.
Um movimento de realização de lucros liderado por fundos especulativos determinou a queda das cotações da soja na quinta-feira na bolsa de Chicago, informou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 9,83 por bushel, em baixa de 11 centavos de dólar, ao passo que os papéis para entrega em janeiro recuaram 10,25 centavos de dólar, para US$ 9,8775. O farelo também caiu, mas o óleo registrou valorização, e o mercado segue atendo às variações meteorológicas nos EUA, que já colhe a safra 2009/10 de grãos. Em Alto Araguaia (MT), a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 40,90, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Traders pessimistas.
A realização de lucros liderada por fundos especulativos que determinou a queda das cotações da soja também derrubou os preços do trigo na quinta-feira nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para entrega em março fecharam a US$ 5,2375 por bushel, em baixa de 8,25 centavos de dólar; em Kansas, o mesmo vencimento recuou 6 centavos de dólar, para US$ 5,3325. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires mostraram-se céticos em relações a possíveis altas significativas nos próximos dias. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal foi negociada, em média, a R$ 25,34, 0,04% mais do que na véspera, conforme levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Nova alta em SP.
O IqPR , índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários paulistas pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado -, encerrou a primeira quadrissemana de outubro com variação positiva de 0,82%. Foi a sétima alta seguida do indicador, e a maior desde meados de setembro. O resultado foi novamente determinado pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal. Este subiu 1,88% no período, impulsionado por ganhos para os produtores de laranja para mesa (14,29%), tomate para mesa (17,09%) e batata (10,58%). No grupo de produtos de origem animal, composto por seis itens, houve queda média de 1,82%, puxada por retrações nos ovos (12,91%) e leite C (2,99%).