Commodites Agrícolas

20/10/2009

Commodites Agrícolas

 


 
Dúvidas sobre o Brasil.

Incertezas sobre o impacto das chuvas no Centro-Sul do Brasil sobre a safra de café alavancaram as cotações da commodity ontem em Nova York, informou a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,4425 por libra-peso, em alta de 140 pontos - mesmo salto dos papéis para março, que alcançaram US$ 1,4690. Em Londres, segundo o "Financial Times" os preços atingiram o maior patamar deste ano por causa da deterioração das perspectivas para a safra da Colômbia, que deverá apresentar, segundo produtores locais, uma colheita de 8,8 milhões de sacas, 600 mil a menos que o previsto anteriormente. No país, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 265 e R$ 270, de acordo com o Escritório Carvalhaes.
 
Alta em Chicago.

Os contratos da soja com vencimento em janeiro do próximo ano, negociados na bolsa de Chicago, encerraram o pregão de ontem com alta de 18,50 centavos de dólar, para US$ 10,0050 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que mais alguns dias de chuvas no Meio-Oeste americano - a principal região produtora do país - irão atrasar a colheita e prejudicar a safra deste ano da oleaginosa. Os Estados Unidos são os maiores produtores e exportadores de soja do mundo. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja encerrou o dia cotado a R$ 44,86, com alta diária de 0,16%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a oleaginosa já acumula alta de 0,54%.
 
Mais chuvas.

A previsão de chuvas por mais alguns dias nas regiões produtoras dos Estados Unidos acabou alavancando a cotação do milho negociado na bolsa de Chicago, ontem. Se confirmado, o período de chuvas atrasará a colheita em partes do Meio-Oeste do país. "O tempo está atrasando a colheita e reduzindo o potencial das culturas de soja e milho nesta safra", disse Alan Kluis, presidente da Northland Commoditie, de Mineápolis, em entrevista à agência Bloomberg. Os contratos para entrega em março encerraram o dia cotados a US$ 3,9800 por bushel, com alta de 14,25 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos ficou em R$ 20,73, com variação diária negativa de 0,21%, segundo o Cepea/BM&FBovepsa. No mês, a commodity acumula alta de 6,43%.
 
Clima australiano.

Os preços futuros do trigo subiram ontem pela primeira vez em três pregões nos Estados Unidos, devido a especulações de que temperaturas extremas irão reduzir a safra da Austrália, o quarto maior exportador mundial da commodity. Nos últimos dias, a região leste do país tem sido castigada por geadas, enquanto a seca assola o lado oeste. "O tempo não tem sido bom e alguns acreditam que ele deva diminuir a expectativa de produção australiana", disse à Bloomberg Dale Durchholz, analista da AgriVisor. Com isso, os contratos para março, na bolsa de Chicago, fecharam a US$ 5,3650 por bushel, com alta de 18,75 centavos. Em Kansas, a alta foi de 18,5 centavos, para US$ 5,4425. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,33, sem variação, segundo o Deral.