Commodities Agrícolas
Dólar pressiona.
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, como reflexo da alta do dólar sobre outras moedas, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A alta do dólar reduz o apelo de compra das commodities agrícolas. Analistas de mercado ainda continuam atentos à possível redução da safra de cana no Centro-Sul do país, o que poderá diminuir a oferta de açúcar no mercado internacional. Na bolsa de Londres, os contratos para março encerraram o dia a US$ 589,70 a tonelada, com baixa de US$ 11,20. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a 22,94 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 18 pontos. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 57,10, segundo o índice Cepea/Esalq.
Costa Rica produz mais.
O aumento do dólar sobre outras moedas estrangeiras também pressionou as cotações do café na bolsa de Nova York. Os contratos para março encerraram o dia a US$ 1,3945 a libra-peso, com recuo de 60 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para janeiro subiram US$ 2, para US$ 1.411 a tonelada. O mercado está atento aos movimentos da safra dos países da América Central. A produção do grão na Costa Rica para a safra 2009/10 deverá crescer 7,2%, para 1,7 milhão de sacas de 60 quilos, segundo informou o Conselho do Café da Costa Rica à Dow Jones. No ciclo anterior, a oferta foi de 1,591 milhão de sacas. Cerca de 86% da produção de café daquele país é voltado para o exterior. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 258,41, segundo o índice Cepea/Esalq.
Ganhos modestos.
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado registraram ganhos modestos ontem, na bolsa de Nova York, com movimentos de correções no mercado. A expectativa de menor safra de laranja na Flórida também ajudou a sustentar as cotações. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 1,1540 a libra-peso, com aumento de 75 pontos. A alta do dólar e o movimento de realização de lucro por parte dos fundos e especuladores tentaram pressionar as cotações, mas a commodity acabou resistindo e fechou em alta. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja voltada para as indústrias encerrou o dia a R$ 5,99, segundo o índice Cepea/Esalq. A indústria começou a pagar mais pela fruta ofertada no mercado spot (sem contrato) nos últimos dias.
Safra menor na China.
Os preços futuros do algodão fecharam com ligeira alta ontem, na bolsa de Nova York, mesmo com o movimento de realização de lucro por parte dos fundos em boa parte do pregão e o dólar em alta sobre outras moedas estrangeiras. Os contratos para março fecharam a 70,01 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 14 pontos. As chuvas atrasaram a colheita nos Estados Unidos e há incertezas sobre a qualidade da pluma desta safra, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Outro fator altista é que a China deverá registrar recuo de produção da ordem de 21% nesta safra. O país é o maior produtor e importador global. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1892 a libra-peso, com ligeiro aumento de 0,02%, segundo o índice Cepea/Esalq.