Abapa participa de comitiva para pleitear em Brasília mais recursos no Orçamento 2010

03/11/2009

Abapa participa de comitiva para pleitear em Brasília mais recursos no Orçamento 2010

 

 


O descompasso entre o orçamento apertado previsto na proposta orçamentária para 2010 para suporte ao setor agrícola, de R$1,2 bilhão, e a demanda real estimada pelos produtores, da ordem de R$3 bilhões, motivou líderes da cotonicultura brasileira, dentre os quais o representante da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), João Carlos Jacobsen, a reunirem-se na última quarta-feira (28) no Congresso Nacional, em Brasília, com o relator-geral da proposta, o deputado Geraldo Magella (PT-DF).

A comitiva foi formada pelos presidentes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo da Cunha, da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão do Ministério da Agricultura (Mapa), Sérgio De Marco, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), João Carlos Jacobsen, da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Ferrúcio Pinesso, da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Marcelo Jony Swart, da Associação Paulista dos Produtores de Algodão (Appa), Ronaldo Spirandelli, e da Associação Sul-matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), Walter Schlatter. Acompanharam os representantes dos cotonicultores o senador Gilberto Goellner (DEM/MT) e o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), militantes da causa do algodão.

De acordo com o Jacobsen, embora o relator tenha se mostrado sensível ao pleito dos produtores, todos reconhecem que as possibilidades de um ajuste não previsto de orçamento não são grandes. “Este ano o orçamento foi muito apertado por causa da baixa da arrecadação. O Governo ficou sem área de manobra e sabemos que inserir despesas não planejadas é complicado. Entretanto, estamos falando de R$1,2 bilhão para todo o setor, o que está muito aquém do demandado. Só o café precisa de cerca de R$700 milhões”, afirma o presidente da Abapa. Ele enfatiza que os recursos para o suporte à comercialização devem ser previstos, mesmo que não sejam utilizados. “Ninguém quer depender de Pepro. Se os preços subirem, o prêmio não se justifica, mas os riscos da atividade agrícola são muitos”, complementa.

Sinal de alerta

Para ilustrar os riscos no agronegócio, Jacobsen cita a expectativa para 2010 para o algodão na Bahia. “Esperávamos um ano melhor, pelo arrefecimento da crise econômica mundial e pela melhora nos preços da pluma, mas essa chuva exagerada em outubro já nos coloca em estado de alerta”. Segundo o líder baiano, muita chuva em outubro, ao longo dos 10 anos de cotonicultura no Oeste da Bahia, é sinal de veranico e problemas na época do plantio. “O Governo deve estar atento, pois se os recursos não estiverem previstos para ajudar os produtores de algodão, uma das principais fontes de emprego e renda em estados como a Bahia, depois, não há como remediar”, concluiu.


Fonte:
Catarina Guedes – Imprensa Abapa
(71) 3379-1777 / 8881-8064
(77) 8802-0684
www.agripress.com.br