Commodities Agrícolas

05/11/2009

Commodities Agrícolas

 

 


Consumo aquecido.

Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta ontem, na bolsa de Nova York, com a expectativa de maior consumo por conta da recuperação da economia, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. A queda do dólar também deu suporte aos preços da commodity. As vendas de suco no varejo dos EUA atingiram 627,5 milhões de galões nos últimos 12 meses (até o dia 3 de outubro), um aumento de 1,2% sobre o mesmo período anterior, de acordo com dados preliminares do Departamento de Citrus da Flórida. Os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 1,1490 a libra-peso, com aumento de 295 pontos. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 6,04, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Petróleo puxa alta.

Os preços futuros do algodão fecharam em alta ontem, na bolsa de Nova York, como reflexo do aumento das cotações do petróleo e também por compras de fundos no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Os contratos para entrega em março encerraram o pregão a 71,55 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 73 pontos. A desvalorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras também ajudou a sustentar as cotações. No mercado doméstico, o algodão fechou a R$ 1,2205 a libra-peso, com alta de 0,73%, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações seguem firmes no mercado interno, como reflexo da recuperação dos preços no mercado internacional e também pela recente desvalorização do real frente ao dólar, que estimulou as exportações.
 
Clima pressiona grãos.

O clima seco estimulando a colheita dos grãos nos Estados Unidos pressionou os preços futuros da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 9,99 o bushel, com recuo de 11,50 centavos. De acordo com Mike Tannura, presidente da T-Storm, o clima nos próximos dias estará favorável à colheita. A previsão é de chuvas leves para os próximos dias. Para a região do Meio-Oeste americano, as mudanças climáticas vão favorecer a entrada de equipamentos pesados nas lavouras, o que deverá impulsionar a colheita de grãos naquela região. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja encerrou o dia a R$ 44,72, com elevação de 0,77%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a valorização do grão já atinge 2,09%.
 
Dólar puxa demanda.

Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, impulsionados pelo dólar fraco em relação a outras moedas estrangeiras, o que estimula a demanda pelo cereal, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Compras especulativas no mercado também deram suporte ao cereal. Na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam o pregão a US$ 5,4075 o bushel, com alta de 5 centavos. Em Kansas, os contratos para março encerraram a US$ 5,4325 o bushel, com aumento de 6,75 centavos. Um dos maiores importadores globais do cereal, o Egito está no mercado para a compra de 55 mil toneladas para embarque até o dia 15 de dezembro. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo fechou ontem a R$ 24,88, recuo de 1,11%, segundo o Deral.