Apicultura brasileira terá novo patamar de qualidade

09/11/2009

Apicultura brasileira terá novo patamar de qualidade

 

 

 

 

A produção de um mel de qualidade não depende apenas do trabalho das abelhas e da coleta pelo homem. São necessários critérios de segurança que façam com que o consumidor deguste o alimento sem correr riscos. Por isso, especialistas do Sebrae, Senac, Sesi, Sesc e Senai elaboraram os Manuais de Boas Práticas e de Segurança e Qualidade para a Apicultura. A apicultura é o primeiro segmento que receberá um atendimento ponta a ponta do Programa Alimentos Seguros. Os manuais serão distribuidos nos próximos dias.

Oito mil produtores de mel de todo o País receberão o material, acompanhado de um caderno de campo que vai auxiliar o apicultor na comprovação das atividades desenvolvidas. Os manuais foram testados e validados, em uma operação piloto, pelos produtores de mel dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Ceará, Piauí e Minas Gerais.

Em 2009, já foram exportados mais de US$ 52,7 milhões em mel. O principal mercado são os Estados Unidos, que somente em setembro desembolsou cerca de US$ 3 milhões, do total de US$ 5 milhões. Foi um aumento de 34,2% nas vendas, em comparação ao mês anterior. Dessa forma, o Brasil também se consolida entre os dez maiores exportadores de mel no mundo.

O coordenador nacional da Rede Apicultura Integrada Sustentável (Rede Apis) do Sebrae, Reginaldo Resende, explica que os manuais têm foco principal nos produtores que já exportam ou pretendem entrar nesse mercado."Essa metodologia traz um padrão de qualidade para a exportação, que é o nosso principal foco neste primeiro momento. É um monitoramento que vai desde a colméia até a exportação. Eliminam-se até os resíduos que anteriormente poderiam aparecer e, principalmente, atende às exigências do mercado externo", explica.

O caminho encontrado para atingir os produtores foram os entrepostos, empresas que compram o mel para revender e exportar. A analista de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Hulda Giesbrecht avalia a participação deste ator na implementação das técnicas: "Quando o entreposto for exportar ele vai ter que comprovar que o mel obedece a todas as exigências estabelecidas. Ele é uma peça fundamental neste processo. Vira uma parceria entre revendedor e produtor".

Fonte:
Agência Sebrae de Notícias