Commodities Agrícolas

10/11/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 

 

Ajudinha cambial. Os contratos futuros do algodão encerraram o dia, ontem, com a maior alta em quase duas semanas, em Nova York, na esteira da desvalorização do dólar. A moeda americana chegou a recuar 1,2% em relação ao euro depois que os países do G-20 concordaram em manter os estímulos econômicos atuais e não comentaram sobre a queda do dólar neste ano. "O dólar está em sua maior baixa desde outubro", disse Andy Ryan, consultor de risco da FCStone, no Tennessee, à Bloomberg. Com isso, os contratos com vencimento em março, negociados na bolsa de Nova York, fecharam a 71,45 centavos de dólar a libra-peso, alta de 112 pontos. No mercado doméstico, o algodão ficou estável em R$ 1,243 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq. Neste mês, a commodity já acumula alta de 3,05%.

Mais uma alta. Os contratos futuros da soja para entrega em janeiro, negociados na bolsa de Chicago, fecharam ontem a US$ 9,7200 por bushel, com alta de 17,00 centavos de dólar. Segundo especialistas, a alta se deveu à desvalorização do dólar em relação a outras moedas fortes, que tornaram a commodity americana mais atraente para o importador. "Tudo é uma questão de comprar commodities como forma de se proteger contra a inflação", resumiu à agência Bloomberg o analista de mercado Chad Henderson, da Prime Agricultural Consultants, de Wisconsin. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja fechou ontem a R$ 44,69, com alta diária de 0,16%, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. No mês, a alta da commodity é de 0,38%.
 
China colherá menos. A atual safra de milho da China, o segundo maior produtor mundial, recuou 13%, para o menor nível dos últimos quatro anos. Segundo pesquisa entre produtores, citada pela Bloomberg, a queda se deveu à seca nas principais regiões de cultivo. A produção deve ser de 144,374 milhões de toneladas frente às 165,9 milhões de toneladas do ano passado. O número é inferior aos 155 milhões de toneladas estimados pelo USDA. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho para entrega em março fecharam ontem a US$ 4,0025 por bushel, com alta de 19,25 centavos de dólar, com a influência da queda do dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 20,82, segundo o indicador Cepea/Esalq, com alta no dia de 0,58%. No mês, no entanto, o milho acumula queda de 0,99%.
 
Fechamento positivo. Os contratos futuros do trigo negociados na bolsa de Chicago fecharam o pregão de ontem com alta de 22,75 centavos de dólar para entrega em março, a US$ 5,40 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a alta foi de 20,75 centavos para os contratos do mesmo período, para US$ 5,38. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, a desvalorização do dólar foi, mais uma vez, o principal fator por trás do resultado. "O dólar fraco está trazendo dinheiro novo para as commodities", disse à agência Chad Henderson, analista da Prime Agricultural Consultants. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,26, com variação diária de 0,92%, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Deral).