Commodities Agrícolas

12/11/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 



Interesse maior. Pela primeira vez em seis pregões consecutivos, os contratos futuros do açúcar encerraram o dia em alta no mercado americano. Os papéis negociados ontem em Nova York, com entrega em março, subiram 76 pontos, a 22,67 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas de mercado, houve reversão de tendência porque os preços baixos atrairam investidores preocupados com o quadro de oferta global apertada. "Há compradores físicos interessados nesses preços, que estão sendo vistos como uma barganha", disse à agência Bloomberg o diretor da CPM Group, Mark Hansen. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 56,72, segundo o indicador Cepea/Esalq, com variação de 0,34%. No mês, a commodity já recuou 1,25%.

Derrubado pelo dólar. A valorização do dólar ontem no mercado internacional provocou a queda de algumas commodities, entre elas o café negociado na bolsa de Nova York. A mudança de rumo da moeda americana acabou reduzindo o apetite dos compradores por commodities como forma de se proteger da inflação. Os contratos do grão arábica com vencimento em março do ano que vem fecharam o dia cotados a US$ 1,3580 por libra-peso, com queda de 135 pontos. "Mais uma vez, a venda por parte dos fundos atingiu o mercado", disse Ralph Hawes, diretor da mesa de café da Sucden Financial, de Londres. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 266,71, com alta diária de 0,54%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 1,43%.

Alta acumulada. Os contratos futuros do cacau, negociados na bolsa de Nova York, subiram ontem US$ 65,00 (2,1%), para US$ 3.205 por tonelada. Foi o maior ganho desde o pregão de 15 de outubro. Somente neste ano, a amêndoa já acumula uma alta de 20%, na esteira das projeções de que a produção global ficará atrás da demanda pelo quarto ano consecutivo. Em Londres, os contratos atingiram o maior patamar em cinco semanas, também como reflexo do descompasso entre oferta e demanda internacional. A amêndoa com entrega em dezembro subiu 3,1%, para US$ 3.461 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba fechou com preço médio de R$ 84,00, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. No dia anterior, a commodity fechou a R$ 86,40.

Influência do câmbio. Os contratos futuros do algodão reverteram ontem o maior preço em 14 meses e fecharam o dia em queda. A alta do dólar, após sucessivas desvalorizações, motivou o recuo do mercado, aliviando a demanda por matérias-primas como forma de proteção contra a inflação, segundo a Bloomberg. Durante o dia, a moeda americana chegou a subir 0,3% em relação a uma cesta de seis moedas fortes. "O dólar está se fortalecendo e isso pesa sobre as commodities", disse Hank King, da Trendphonic Futures Trading LLC, de Chicago. Com isso, os contratos para entrega em março fecharam a 71,08 centavos por libra-peso na bolsa de Nova York, com queda de 176 pontos. No mercado interno, a libra-peso ficou em R$ 1,2526, segundo o Cepea/Esalq, com alta de 0,55%.