Commodities Agrícolas

17/11/2009

Commodities Agrícolas


 


Contágio do dólar.

A depreciação do dólar e um movimento de cobertura de posições motivaram forte alta dos preços do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados a 23,23 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 51 pontos em relação ao fechamento de sexta-feira, enquanto os papéis para maio subiram 41 pontos, para 22,14 centavos de dólar. Em Londres também houve alta, basicamente por ganhos em outros mercados e compras de fundos de investimentos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo recuou 1,25%, para R$ 56,03. Neste mês, a queda acumulada chega a 2,45%.
 
Efeito manada.

Não fosse o suco de laranja, alvo de uma liquidação especulativa que derrubou seus preços, todas as principais commodities agrícolas negociadas na bolsa de Nova York teriam subido ontem, como aconteceu com açúcar, cacau e algodão. E com o café. Neste mercado, os contratos com vencimento em setembro encerraram o dia a US$ 1,3110 por libra-peso, ganho de 520 pontos - mesma variação positiva dos papéis para dezembro, que fecharam a US$ 1,3940. A expectativa de declínio da produção mundial ajudou a tornar o produto mais atraente aos investidores, segundo a Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos subiu 2,16%, para R$ 2,7386. Em novembro, a alta já chega a 4,15%.
 
Barreiras rompidas.

A erosão do dólar e perspectivas meteorológicas adversas às lavouras americanas alavancaram os preços de soja e milho ontem em Chicago. O bushel da soja para março subiu 23,50 centavos de dólar, superou a barreira dos US$ 10 e fechou a US$ 10,1575, enquanto os contratos do milho também para março voltaram a fechar acima de US$ 4 - a US$ 4,1750 por bushel, alta de 11,75 centavos de dólar em relação ao pregão de sexta-feira. Apesar do fator climático, ligado aos chamados fundamentos do mercado, os movimentos foram determinados mesmo pelo dólar. Em Rondonópolis (MT), a oferta de venda para a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 42,60, e para a saca de milho foi de R$ 13, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Teto em quatro meses.

Fator de sustentação das cotações da maior parte das commodities ontem no mercado internacional, a queda do dólar em relação a outras moedas catapultou as cotações do trigo ao maior patamar em quatro semanas ontem nas bolsas americanas, segundo a agência Bloomberg. Em Chicago, os contratos futuros para entrega em março encerraram a sessão negociados a US$ 5,8375 por bushel, ganho de 24 centavos de dólar; em Kansas, o mesmo vencimento subiu 20 centavos de dólar e alcançou US$ 5,7650. Traders garantiram que os saltos foram motivados sobretudo por apostas de fundos de índices. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 24,96, 2,08% menos que na sexta, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.