Commodities Agrícolas

18/11/2009

Commodities Agrícolas

 


 
Produção menor.

A oferta mundial de café pode cair 3,2% na safra atual, por conta das chuvas sobre as produções do Brasil, Vietnã e Colômbia, informou Néstor Osorio, diretor da Organização Internacional do Café (OIC), à Bloomberg. A expectativa é de que a produção global do grão fique em 124 milhões de sacas na safra 2009/10, iniciada em outubro, ante 128,1 milhões de sacas do ciclo anterior. Os preços internacionais do grão subiram 24% este ano em Nova York, sustentados em parte pela menor produção da Colômbia. Em Nova York, os contratos para março fecharam ontem a US$ 1,3885 a libra-peso, recuo de 60 pontos. Em Londres, os contratos para janeiro fecharam a US$ 1.328 a tonelada, queda de US$ 11. Em São Paulo, o café de boa qualidade fechou entre R$ 265 a R$ 270 a saca, segundo o Escritório Carvalhaes.
 
Movimentos técnicos.

Movimentos técnicos determinaram nova queda das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York, em um pregão de poucos negócios. Os contratos com vencimento em janeiro fecharam a US$ 1,1240 por libra-peso, baixa de 80 centavos de dólar em relação à véspera, enquanto os papéis para entrega em março caíram 85 pontos, para US$ 1,1590. Segundo a agência Dow Jones Newswires, traders notaram que o recuo aconteceu apesar de novos levantamentos apontarem uma moderada recuperação da demanda no varejo dos Estados Unidos. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,54 no mercado spot, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, há alta de 0,93%.
 
Maior demanda.

Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo da maior demanda internacional pelo grão americano, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos do grão para março fecharam a US$ 10,3575 o bushel, com aumento de 20 centavos. As exportações americanas de soja atingiram 1,27 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 5 de novembro, 82% maior em relação à média das últimas quatro semanas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). "A demanda é forte", disse Joel Karlin, da Western Milling LLC, na Califórnia. No mercado interno, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 44,16, com queda de 0,7%, segundo o índice Cepea/Esalq.
 
Clima úmido.

Os preços futuros do trigo fecharam em alta ontem, nas bolsas americanas, pelo sétimo pregão consecutivo, como reflexo das especulações de que a produção americana poderá cair mais do que o previsto por causa do inesperado clima úmido sobre as regiões produtoras do cereal dos EUA, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos para março encerraram a US$ 5,9650 o bushel, com aumento de 12,75 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos para março encerraram o dia a US$ 5,9025 o bushel, com elevação de 13,75 centavos. O atraso na colheita de grãos também prejudicou o andamento do plantio do trigo nos EUA. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 25,39, com aumento de 1,72%, segundo o Deral.