Commodities Agrícolas
Sem fato novo.
A valorização do dólar na sexta-feira impactou também os contratos futuros do açúcar negociados no mercado americano. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em março do ano que vem encerraram a 22,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 27 pontos. "Não há, fundamentalmente, nenhuma notícia prevista para as próximas semanas, o que deixará o açúcar livre para seguir o dólar", disse à agência Bloomberg William Adjadj, trader da Sucden Financial, em Paris. Segundo ele, a commodity deverá oscilar entre 22 centavos de dólar a 24 centavos de dólar por libra-peso. No mercado interno, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 55,38, com queda diária de 0,38%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 3,59%.
Alta do dólar.
Os contratos futuros do café negociados na bolsa de Nova York fecharam em queda no pregão de sexta-feira. Mais uma vez, o movimento foi determinado pela cotação do dólar, que voltou a subir. A valorização da moeda americana frente a outras moedas fortes, como o euro, diminuem o apetite dos investidores estrangeiros por commodities como forma de proteção contra a inflação. Os papéis com vencimento em março registraram um recuo diário de 130 pontos, para US$ 1,3575 por libra-peso. "O café está seguindo o dólar", disse Jimmy Tintle, analista da Transworld Futures, em entrevista à Bloomberg. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 269,89, com queda de 0,1%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a alta do café é de 2,64%.
Correções técnicas.
Os contratos futuros do cacau subiram na sexta-feira em Nova York, revertendo o fechamento em queda de três semanas consecutivas. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, como Dan Faretta, analista-sênior da MF Global, o resultado se deveu a correções técnicas. Os papéis com vencimento em março fecharam o dia cotados a US$ 3.299 por tonelada, com alta diária de 102 pontos (3,2%). Foi o primeiro ganho desde 23 de outubro e o maior desde 9 outubro. Com isso, a commodity encerrou a semana com uma aumento de 5,3%. Em Ilhéus e Itabuna, por sua vez, os preços médios da arroba do cacau ficaram em R$ 88,00, de acordo com informações da Central Nacional dos Produtores de Cacau. No pregão anterior, o preço médio havia sido de R$ 87,40.
Guinada nos preços.
Os contratos futuros do algodão atingiram, na sexta-feira, o maior preço em mais de uma semana, na esteira do clima adverso nas regiões produtoras dos Estados Unidos. Além disso, influenciou o humor do mercado o dado de produção mundial da fibra estimado pela empresa de pesquisa britânica Birkenhead: deverão ser colhidas globalmente 22,06 milhões de toneladas no ano com início em 1º de agosto, uma queda de 1,4% em relação à estimativa anterior. "E a demanda por algodão parece estar subindo", disse Frank Weathersby, presidente da Affinity Trading, à Bloomberg. No mercado doméstico, a libra-peso da fibra fechou na sexta a R$ 1,2654, com queda diária de 0,07%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 4,91%.