Commodities Agrícolas

24/11/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 

 

Ajustes técnicos.

Correções técnicas deram o tom ontem no mercado futuro de suco de laranja concentrado e congelado, nos Estados Unidos. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março encerraram o dia cotados a US$ 1,1505 por libra-peso, com recuo de 105 pontos. "O comércio de laranja esteve leve e, basicamente, técnico", disse um broker à agência Dow Jones Newswire. Os produtores americanos continuam a irrigar os pomares para manter as árvores saudáveis na Flórida - o maior produtor de laranja americano - e a previsão é de tempo mais seco ao longo desta semana na região. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja para as indústrias fechou a R$ 6,52, segundo o indicador Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, o preço médio da caixa ficou em R$ 6,56.

Dólar impulsiona.

Os preços futuros do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York, mais uma vez impulsionados pela queda do dólar, o que ajuda a elevar a demanda por commodities. Com a desvalorização da moeda americana, as matérias-primas dos Estados Unidos tornam-se mais baratas para os compradores estrangeiros. "O dólar mais baixo está dando suporte à fibra", disse, em entrevista à agência Bloomberg, Keith Brown, presidente da corretora de mesmo nome. Com isso, os papéis com entrega em março fecharam o dia a 74,48 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 44 pontos em Nova York. No mercado doméstico, a libra-peso fechou a R$ 1,2648, com recuo de 0,05%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a fibra já acumula alta de 4,85%.

Vendas aceleradas.

Os produtores americanos aceleraram as vendas de soja da safra que chega ao fim, o que contribuiu para a maior queda da commodity ontem, na bolsa de Chicago. Previsões do USDA apontam para uma safra recorde, de 3,31 bilhões de bushels. "Temos aconselhado o produtores a vender mais para aproveitar essa safra excepcional", disse Joe Victor, diretor de marketing da Allendale, em entrevista à agência Bloomberg. Os papéis para janeiro fecharam a US$ 10,42 por bushel, queda de 4 centavos. Já os papéis para março encerraram a US$ 10,4775 por bushel, com queda de 2,50 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 43,78, com queda de 0,64%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 1,66%.

Clima bom.

Os preços futuros de milho caíram ontem pelo quarto pregão consecutivo, na bolsa de Chicago, após atingir o maior preço em cinco meses na semana passada. O tempo mais seco e quente ajudou a colheita no Meio-Oeste americano. De acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção do grão americano atingirá um total de 12,9 bilhões de bushels na safra atual. Os papéis com vencimento em março recuaram 3,75 centavos de dólar (0,9%), fechando a US$ 4,0325 por bushel. Durante o dia, os mesmos papéis chegaram a valer US$ 4,19, ganho de 2,9%. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 20,21, com alta diária de 0,09%, segundo o Esalq/BM&FBovespa. No mês, a commodity acumula perda de 3,89%.