Petrobras fará amônia e ureia em Três Lagoas

25/11/2009

Petrobras fará amônia e ureia em Três Lagoas

 

 


A terceira usina da Petrobras para a produção de ureia e amônia - matérias-primas para a fabricação de fertilizantes - vai ser construída na cidade de Três Lagoas (MS). Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, também há planos para uma unidade em Linhares (ES) e para ampliar a oferta em Sergipe, onde a estatal já conta com uma de suas duas fábricas de matérias-primas para adubos. A outra é na Bahia.

Segundo Stephanes, a fábrica de Três Lagoas é a mais adiantada de todas. "A instalação começará logo, depende apenas da aprovação do Conselho da Petrobras. Mas é um projeto já desenvolvido e todo planejado em termos de autossuficiência na produção de nitrogenados", declarou o ministro.

Stephanes participou de uma reunião sobre esse assunto, ontem, com o presidente Lula e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. "Por volta de 2013, 2014, já estaremos com todas as plantas em plena atividade", previu o ministro. Segundo ele, a estratégia é importante para diminuir a dependência externa do Brasil. "O Brasil importa 71% desse produtos e com essas três plantas chegaremos praticamente à autossuficiência".

A reunião também serviu para avançar no debate em relação à exploração das jazidas de potássio no país. Será convocada uma nova reunião específica sobre este assunto para daqui a 15 dias. "Vamos discutir a elaboração de um marco regulatório para explorar essas jazidas", disse Stephanes.

Esse é um tema que preocupa o governo brasileiro, pois o potássio, ao lado de nitrogênios e fosfatos, é estratégico na produção de fertilizantes para a agricultura. E, a exemplo da amônia e da ureia, é uma matéria-prima do qual o Brasil é dependente de importações, disse. "Somos vulneráveis nessa questão e sempre estamos sujeitos a uma grande flutuação de preços", acrescentou o ministro da Agricultura.

Stephanes alegou que, sempre que os preços dos produtos agrícolas sobem, valorizam-se as commodities, o que acaba pressionando o preço dos fertilizantes. "Com isso, parte da renda do nosso produtor é absorvida por nossos fornecedores de fertilizantes. Como o Brasil tem jazidas suficientes, podemos apenas pesquisar e explorar algumas que já temos e pesquisar outras", completou o ministro.

O marco regulatório do potássio faz parte das discussões dentro do governo sobre o código mineral que envolve, dentre outros pontos, os royalties devidos sobre as explorações minerais das jazidas brasileiras.