Commodities Agrícolas

03/12/2009

Commodities Agrícolas

 

 

Safra menor na Índia.

Diante de uma expectativa de uma safra menor na Índia, os preços do açúcar fecharam em alta o pregão de ontem, em Nova York . Os contratos para março subiram 38 pontos e terminaram o dia valendo 23,04 centavos de dólar por libra-peso, rompendo a resistência que existia em 23 centavos por libra-peso. Segundo a Bloomberg, o interesse de compra dos operadores aumentou depois que a associação de usinas de açúcar da Índia informou que a produção da safra 2009/10 pode ser inferior às 16 milhões de toneladas que eram esperadas para o período. Mesmo com a expectativa de redução, a safra indiana não cairia para um patamar inferior as 14,7 milhões de toneladas produzidas no ano passado. O indicador Esalq fechou a quarta-feira a R$ 55,60 por saca, queda de 0,2%.

Realização de lucros.

Um movimento de realização de lucros em um dia sem novidades ligadas aos chamados fundamentos do mercado determinaram considerável queda das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram o pregão a US$ 10,34 por bushel, retração de 25,50 centavos de dólar em relação à véspera. Os papéis para entrega em março, por sua vez, recuaram 25 centavos de dólar e fecharam a US$ 10,41. Sem novidades ligadas aos fundamento, disseram traders à agência Dow Jones Newswires, houve espaço de sobra para que a valorização do dólar estimulasse as vendas. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos foi cotada, na venda, a R$ 41,80, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Pressão de venda.

Os futuros do milho mantiveram o movimento de queda e terminaram a quarta-feira em baixa, na bolsa de Chicago. Os contratos para março recuaram 8 centavos de dólar e fecharam o dia a US$ 4,06 por bushel. Segundo a Bloomberg, os produtores americanos estão aproveitando para realizar lucros e elevar as vendas na medida em que a colheita avança. Segundo o USDA, 79% da safra já estão colhidos. Aliado a esse fator, o mercado se manteve pressionado diante da decisão da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, tomada na última terça-feira, de adiar para 2010 a definição sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina usada na frota de carros americanos. Ontem, o indicador Esalq para o milho fechou a R$ 19,80 por saca, alta de 0,34%.

Nova queda.

Os contratos futuros de trigo voltaram a recuar ontem no mercado dos EUA. Segundo a Dow Jones Newswires, vendas de fundos e realização de lucros derrubaram as cotações, trazendo à tona a ideia de que alguns mercados podem ter atingido o topo de preços no curto prazo. Na bolsa de Chicago, o papel com vencimento em março caiu 8 centavos de dólar a US$ 5,76 por bushel. Em Kansas, a queda foi de 6 centavos para US$ 5,655. Perdas nos mercados de milho e de soja e a alta do dólar também pressionaram o trigo nas bolsas. Os três produtos têm relação porque fundos geralmente negociam uma "cesta de commodities" e porque milho e trigo podem ser usados na alimentação animal. No Paraná, a saca de trigo fechou a R$ 25,32 ontem, queda de 1,40%, de acordo com o Deral.